quarta-feira, 29 de março de 2017

Post 24 - A arvore de mogno de confiança.





A confiança é indispensável nas relações de amizade, familiar, negócios etc. Em quantas pessoas você confia? Oque elas fizeram ou não para ganhar essa confiança? Como você decidiu dar esse credito? E como essa confiança seria abalada ou eliminada?
É tão difícil construir esse elo. Leva-se muito tempo para sua existência. Mas, em segundos tudo acaba neh? Pior é que quando isso acontece, reconstruir de forma idêntica é impossível. Diante disso será que dá para piorar? Dá!!! Além de ser uma coisa subjetiva e uma abstração, confiar não depende só de nós.
Imagine uma arvore de mogno em uma reserva ambiental. Quanto maior o tempo em que ela for preservada, mais bela, robusta e valiosa se tornará.  Se esta arvore for cortada, e uma outra muda for plantada no mesmo lugar, vai demorar muito tempo para que se torne uma arvore adulta novamente. Assim é a confiança. Uma vez cortada mesmo que se plante  uma nova muda,  adubando e regando muito bem, vai demandar muito tempo para ser adulta. E mesmo que seu nome seja confiança, não é mais a mesma.
Talvez você não queira mais essa arvore nessa reserva. Talvez essa muda não vingue. Talvez a pessoa responsável não plante nada ou outro tipo de vegetação. Talvez a pessoa responsável não se dedique, adubando, regando, eliminando as "pragas" e proteja de outro corte ilegal. Seria então a extinção da confiança nessa reserva.
Para quem pretende plantar uma muda de mogno de confiança, cuide e dedique-se a ela. A sinceridade tem que ser diária e continua,  viva abertamente os próprios sentimentos e atitudes do momento, se fazendo franco e transparente. Seja competente, e faça tudo oque promete. Seja congruente,  fale e aja de acordo com seus sentimentos e pensamentos, sendo você mesmo. O que está dentro de você é o que você expressa fora.
Para quem teve seu mogno de confiança cortado, avalie se vale a pena presenciar e conviver com uma pessoa cuidando e tentando te provar que aquela pequena muda um dia será um mogno de confiança.

# Na confiança, a gente fica por aqui hoje! 29 mar. 2017.

Wellington Maia
                                         

                                               Renato Russo - Mais uma vez



segunda-feira, 27 de março de 2017

Post 23 - Retirando a rodinha da bicicleta N°1



Lembro de quando meu pai retirou a rodinha esquerda da minha bicicleta. Como sou canhoto eu andava "apoiado" na direita, porém, tentando equilibrar no lado que mais tinha confiança.
Com o passar dos dias ele retira a outra. Logicamente ainda não tinha aquela confiança em mim mesmo. Mas ele já tinha e me encorajava.
Correndo e me equilibrando ele me incentivava a seguir. Eu rindo, tremendo, com a adrenalina lá em
Saturno, dizia assim: " Não me solta, não me solta Pai". Ele dizia: Continua eu estou segurando, não para.
Certo dia ele soltou. E ao perceber que ele não estava segurando eu caí. Não me machuquei, mas ele disse: você já sabe andar, caiu porque ficou com medo. Tenta de novo você consegue.
E realmente ele estava certo. Consegui!
A confiança que ele tinha e sempre teve em mim não parou por aí. Foram várias as vezes em que esse gigantesco Pai confiou e encorajou esse menino, jovem, e honesto pai de família. Obrigado. Te amo Pai.

# Cheguei lá!

# A gente fica por aqui hoje! 27mar. 2017.

Wellington Maia

Oxe: uma coisa é certa; Só o esforço individual não garante o sucesso!

terça-feira, 14 de março de 2017

Post 22 - No supermercado.

Na fila do supermercado logo à minha frente, uma senhora humilde, simpática e humor elevado. Creio que devido as preocupações, responsabilidades, trabalho duro, e muito provavelmente devido ao sol que aqui castiga muito, ela tinha a pele muito " surrada". Aparentava uma idade superior a que os seus olhos e espírito me diziam.
Em seu carrinho apenas o básico. Tudo muito simples. Havia também 2 cestos ( aqueles para colocar roupa suja). Até aí nada de anormal neh?
Logo ela começa a passar sua compra na esteira. Reparei que toda hora ela queria colocar os cestos, pois, ela pegava e dizia: "depois eu pego". Mas ela não aguentou a ansiedade e ao pegar, reparou que não tinha o tal código de barras. Percebi que ficou angustiada e decepcionada. Manteve a postura, continuou procurando e me disse: " Nossa parece que não tem código em nenhum..." Entendi como um pedido. No momento em que eu pensei em dizer: vou lá ver para a senhora, ela acha o código na tampa do cesto. Feliz da vida com belo sorriso e aliviada ela me olha e diz: "Tão pequeno quase não acho" e completa: " eu não podia ir embora sem levar".
Simplesmente sorri e fiquei feliz por ela. Mas fiquei viajando; como pode uma coisa tão simples ser tão importante e fazer a felicidade de uma pessoa?

# A gente fica por aqui hoje! 14 mar. 2017


Wellington Maia.

engenheiros do hawai - simples de coração



segunda-feira, 13 de março de 2017

Post 21 - Mais um déjávu

Dias D'avila segunda-feira 13 de Março 2017, 13:26.
Tempo nublado, e raios de Sol dão maior sensação térmica. No momento 26℃.
Sentado no mesmo lugar de sempre (isolado), sou novamente obstáculo da brisa. Mais um déjávu! E desta vez não é o ambiente que me faz pensar que já vivi este dia. São os sentimentos em minha memória. Apertando mais uma vez o peito. Sentimentos frescos como tinta recém aplicada na parede do meu ser.
Já senti isso... Já vivi este dia? Não. Desta vez é diferente. Sou e estou diferente. Mas me sinto igual, e diferente ao mesmo tempo.
A intensidade é maior pela percepção e conhecimento que adquiri nos últimos meses. Isso me faz diferente? A dor é a mesma, apesar da experiência. A sensação é maior. Isso me faz igual?
Não. Eu não vivi este dia ainda. Certeza. Mas, algo me diz que meu horário de almoço acabou. A brisa hoje persiste. As nuvens não são as mesmas. E a sensação? Bom, esta não sei se acaba aqui...
Pior é quando se descobre que não sou apenas obstáculo da brisa que me refresca todos os dias.

# A gente fica por aqui hoje. 13mar.2017

Wellington Maia.

Oxe: "... Que a noite cai de repente caia tão demente quanto um raio. Que a noite traga; Alivio imediato..." (Humberto Gessinger).