sábado, 31 de dezembro de 2016

Post 10 - Nação InsuLAR?




Filho de peixe... Peixinho é! Como não sou exceção meu ofício é a área elétrica. Desde pequeno me orgulhava de ver meu Pai , concentrado concertando TVs e Rádios. Tudo para ajudar na renda da família. Sempre nas folgas, e após chegar de um dia todo de trabalho. Aquele isolamento e concentração só era quebrado quando meus palpites apareciam: _ Acho que é este componente! Não me recordo bem se realmente acertei, ou se meu Pai fez com eu acreditasse que realmente aquela TV funcionou após a troca do "FLAYBACK", ( o componente que indiquei). O fato é que funcionou! Fiquei feliz da vida. E ele também.
A partir daí, todos os dias uma península atravessava lentamente o oceano, fazendo uma aliança ao ESTADO INSULAR MAIOR. Nem sempre  era bem compreendida, apesar da boa intenção. Muitas vezes as ideias não eram acatadas. Fruto da falta de tempo, preocupação, necessidade de concentração. Aquele ESTADO INSULAR MAIOR, precisava se isolar. Como prêmio a península ganhou pedaços de fio e fita isolante. Aprendendo a isolar, próximo do ESTADO INSULAR. Isolando e isolados. Descobrindo que para não tomar um choque elétrico, é necessário isolar muito bem o fio. Aquele rolo de fita isolante, isolou muitos metros de fios que nunca passaram um misero milivolt. Isolou também duas insulas muito próximas por muitos momentos, porem, necessários. Mas não foi capaz de isolar o orgulho, amor, compreensão, admiração, preocupação, dedicação e paciência.
Nem sempre eram insulas ou penínsulas. E quando eram, formavam arquipélagos. Não existia fronteiras. Seguiam de mãos dadas, abraçados, felizes.
Essa península foi crescendo. Não cumpria algumas  legislações. Foi adquirindo as próprias. Existiam muitas dúvidas de como se governar. E os ESTADOS insuLARES não compreendiam a então já INSULA. Esta que queria apenas se isoLAR. Em seu próprio... LAR. Sonhos, muitos sonhos isolados. Amores, muitos amores isolados. Decepção, muitas decepções isoladas. Raiva, mágoa, ódio, dor, rancor, sofrimento, muito sofrimento, sempre isolado. Lágrimas, muitas lágrimas isoladas. Solidão... Negra como fita isolante a isoLAR. Cumprindo seu papel, mesmo que não tenha  perigo, este estava sempre protegido. Isolado.
Com o passar dos anos viagens, muitas viagens. Conhecendo continentes, mares, e regiões desconhecidas. Conhece e uni-se a outra INSULA. Formam novas penínsulas. Ganhando o mundo, lutam unidos na solidão do mundo. O silêncio os deixa surdos. Os gritos silenciosos não são ouvidos. Não são compreendidos. Não existe compreensão. Mesmo com a formação desse arquipélago, isoLAR ainda faz-se necessário. Não existe compreensão. Qual o motivo? Por que queres estar aí? Por que não queres estar aqui? Pensamentos confusos. IsoLAR é preciso!
Ninguém, nenhum Estado percebeu que sequestraram a subjetividade da INSULA. Sem identidade.  Apenas sobrevivendo. Está acorrentado e amordaçado com fita isolante negra da solidão. Do sofrimento. Fita a isoLAR... do LAR. Isolado e vagando por oceanos. Sem vela e sem ancora. Sem saber quem leva ou quem prende quando as tem. Sem mapa e sem bussola, sem rumo. Preso ao passado, refém do pior algoz. Não existe pedido de resgate. O preço é o sofrimento, é o isolamento, são as lágrimas. O algoz mantem ilhado a INSULA. A síndrome de Estocolmo faz com que a INSULA não queira fugir. Mesmo com as portas abertas é aqui seu lugar. Isolado! O algoz é quem manda. Dita as regras. É amado! É seu dono. Sempre foi! Ele diz:  Não existe felicidade! Diz: Isto é felicidade! Diz:  Isso não é sofrimento! Ordena:  Sofra!... e fique aqui!
Isolado e amordaçado com fita isolante, com pensamentos difusos,  o seu maior algoz continua sua missão. Mais uma fita de segurança zebrada isola a INSULA. Demarca a margem de segurança. Placas de advertência do tipo: Afaste-se! Perigo! Somente pessoas autorizadas! Me deixe em paz!
O isolamento torna-se maior. E a INSULA vive refém de seu algoz. Vivem juntos, em harmonia plena. Não precisam de mais ninguém... Juntos formam um só. Unidos como a emenda de um fio elétrico isolados. Esse isolamento não faz com que sejam incapazes de ferir, de machucar. Ao contrário o ato de isoLAR, fere, machuca, magoa a todos a sua volta, e a sí mesmo. Essa união sequestrado e sequestrador, não traz benefícios. Não existe vida nessa sobrevida, só existe uma saída para viver sem isoLAR. Quando encontra essa saída, o algoz não permite a fuga. A porta esta aberta, mas ele não quer sair. Fique aqui! Você precisa de mim para viver! Sobrevivendo tanto tempo juntos, essa união parece não ter um fim. Existe além das fitas, correntes que aprisionam, tão fortes quanto o elo mais fraco!
A INSULA decide chegar ao limite da corrente, tenta romper, mas não consegue. Mas chega a um CONTINENTE, pede ajuda a uma PAÍS muito evoluído. Que ajuda da forma mais inteligente a romper fitas, correntes e cordas. Desmascara o seu algoz. Ele não acredita ao reconhece-lo:
 _ Você?!?!?
 _  Sim!... Sou EU... É você!!!
 E assim a INSULA vai aprendendo a romper fitas e elos que o aprisionam. Liberdade ganha, dia após dia. Sem fitas, isoLAR não faz mais sentido. Sem cordas e correntes o cárcere não é seu LAR. A INSULA ganha sua identidade, descobre que o mundo é menor que imaginava. Que o mundo é maior que aquele em que sobrevivera, até então. Com o tempo descobre como e quando Insular. Descobre uma vida iluminada, onde o sol brilha e aquece.
Agora compreendendo e compreendido a INSULA vive em seu verdadeiro LAR. Sem conflitos e isolamentos. Reconcilia-se com muitas outras Insulas e arquipélagos. Muitas distantes. Trégua e paz as guerras e batalhas...
Meu desejo é que essa INSULA continue a evoluir. Que o arquipélago ao qual ajudou a construir também evolua. Que as nem tão pequenas penínsulas, se tornem grandes Insulas, formem arquipélagos maravilhosos de visitar. De amar. De viver! Que se tornem Países, e continentes. Receptivos, poliglotas. Que as mordaças, fitas, correntes fiquem onde estão... em 2016. Que INSULAR não seja o sinônimo de isoLAR em 2017.

Hey algoz, goodbye forever!!!

Wellington Maia 31 Dez. 2016.
                                                                           
                                   ***

Para muitos não existe diferença entre as 23:59:59 de 31 de dezembro, e as 00:00:00 de 01 de janeiro. Mas para milhões e milhões ... A Fé em uma nova era, a esperança e pensamento positivo, a alegria contagiante faz desse momento muito mais que um simbolismo ou números frios. Basta ter Fé, sonhar, querer mudar, evoluir, lutar e conquistar!
Me despeço de 2016 realizado. Foi o ano do inicio da virada, da conquista, mudança, esperança e evolução. Muitos sonhos  de 31 de dezembro 2015 conquistados.
Venha 2017!
 Venha que quero realizar muitos e muitos sonhos durante sua longa vida de 365 dias.
Só tenho a agradecer a Deus por tudo que está acontecendo em minha vida. Agradecer a Deus por presentear pessoas com o Dom e  sabedoria da medicina e da psicologia, que tanto nos tem ajudado. Agradeço a Deus pelos velhos e verdadeiros amigos, pelos novos e verdadeiros amigos, que sempre tocaram no meu ombro e diziam: Como você está meu amigo? Como posso te ajudar?
Amigos que sabem como estou somente olhando em meus olhos. Me ajudam como sabem, como podem!!! É sincero, é amizade!
Agradecer a Deus por nos presentear com o amor verdadeiro, aquele que tudo suporta. Amor que consola, perdoa, cuida. Amor infinito. Amor FAMÍLIA.
Que 2017 seja para todos nós muito melhor que 2016. Que sonhos e desejos se realizem. Paz e prosperidade. Muita saúde. Honestidade, cordialidade, compreensão. Evolução para todos. Fé e força para resolver os contratempos. Muita alegria e felicidade a todos nesse novo ciclo universal. Fiquem com Deus. Que o SENHOR abençoe a todos, em todos os momentos dos próximos 365 dias. Amém.

                                                                   Recordações



#Em2016chegueilá!

# A gente fica por aqui  em  31dez.2016.

Até 2017! Abraços...

Wellington Maia

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Post 9 - Efeito domonó

Hoje mais um dia. Algumas dúvidas para serem eliminadas em pouco tempo . Outras ainda irão permanecer por algumas horas, dias. Sempre ganho um questionamento no final. A cereja do bolo. É a certeza de que vamos chegar lá!



Uma brincadeira com dominó. Fiz muito isso quando era criança de idade. Demorava um tempão para alinhar as pedras, vez ou outra tocava na peça errada por descuido, e tudo desabava antes da hora. Paciência não faltava. Vamos fazer de novo? Com cuidado! Apos terminar, observamos a obra por alguns instantes. Está 10! Conseguimos! Agora, basta um leve toque na primeira peça e... Em segundos toda obra que demorou dezenas de minutos cai, uma pedra derrubando a outra, o barulho era sincronizado, e em segundos todas estão deitadas. Massa Véi!!!
Nem sempre saia tudo como planejado, as curvas nem sempre faziam o seu papel, um erro de calculo do instinto, e da falta de experiencia. Mas isso não nos desanimava. Somos persistentes, estamos brincando, temos muito tempo. Podemos errar. E aprendemos a calcular a medida certa, até que tudo saia perfeito. Ganhamos experiência na arte do efeito dominó!
Quando somos crianças de idade, somos só uma peça de dominó. Estamos em um circuito montado por nossos pais. E desta vez, não é de brincadeira. Com um erro de calculo do instinto, e falta de experiência, somos derrubados antes da hora. Somos recolocados no circuito novamente. Mais erros, mais falta de experiência, e esse circulo se repete muitas vezes.
Crescemos e entramos em outros circuitos. Amigos, família, escola. A cada momento estamos em um circuito diferente. A maioria destes circuitos em seu final tem um castelo. Proposital ou não, algumas vezes esse circuito leva ao chão esse castelo. O circulo se repete, e algumas vezes somos os propulsores. Derrubamos nossos castelos, e o de outras pessoas. Nos tornamos adultos, construímos nossos próprios circuitos, com enormes castelos, e a exemplo de nossos pais, cometemos os mesmos erros. Apesar de viver no passado em diversos circuitos, não aprendemos a calcular, nos falta experiencia. Será que essa vivência de circuito em circuito não serviu como experiência? Oque faltou?






Quando se tem depressão derrubamos muitos castelos. Com nossa forma de pensar e agir, isso se torna rotineiro. Não pensamos nas consequências. Não percebemos os castelos que derrubamos. Por consequência, somos rotulados como: Mal-humorados, mal-amados, estressados, infelizes. Não. Não é verdade! As pessoas não sabem. Não fazem ideia que nossos castelos estão no chão. Não sabem que estamos entre os escombros de muitos e muitos castelos. Derrubados sabe-se lá porque! Não existe um só culpado! Tudo é dividido, até com o ainda desconhecido.
Em um belo dia, cansados de ouvir esses rótulos, ou quem sabe por começar a ter a percepção dos castelos que estamos derrubando. Já sem nenhuma esperança, quase sem vida, estando por baixo de escombros. Pedimos socorro, é o ultimo estágio talvez. Precisamos de ajuda profissional. Pessoas que dedicam seu dom. Nos ensinam a fazer circuitos perfeitos. Mestres na arte de ensinar pessoas sem experiencia a calcular a medida exata de cada pedra. Salva vidas que não perdem a esperança de retirar com vida, vitimas dos escombros. Engenheiros prontos a ajudar a construir castelos dos escombros. Cirurgiões precisos, que tem em suas mãos o nosso coração. No final de cada operação dão aquele "peteleco", e o coração volta a bater novamente. São seres humanos como nós. Eles também possuem seus circuitos e castelos. Erram apesar da experiência e sabedoria. Vez ou outra, também precisam de ajuda. Mas não demonstram. O foco é o próximo. E sempre, mostram em suas faces, gestos e olhares, que sabem oque sentimos. Mostram mesmo sem querer a tristeza, decepção e preocupação, por não  montarmos o circuito da forma correta. A face se revela. O olhar não engana! Por outro lado, seus sorrisos e olhos brilham quando estamos fazendo da forma correta. A face fica leve.  Alivio imediato. Observam por alguns instantes a obra. Está 10! Conseguimos ! Agora, basta um leve toque na primeira peça e...  Massa véi! A gente encerra por aqui hoje! Não. Não é o fim de nosso texto ainda.
Ao acordamos dessa cirurgia, ou quando somos retirados dos escombros, vem a reflexão. Oque não fora dito sopra em nossos ouvidos lentamente. Vamos saindo daquele estado de vitima, de unica peça a ser derrubada isoladamente. Saímos novamente dos escombros diversas vezes, e descobrimos que foram nossas atitudes, nossa forma de ser que derrubou esses castelos. Que nos fez vitima. Descobrimos que nossa mudança mesmo que positiva, ainda derruba castelos que não deveriam ser derrubados. Essa experiência ganhada a cada belo dia, nos transforma em outras pessoas. Nos transformam em nosso eu verdadeiro. Descobrimos que as pessoas só conheciam o outro eu, e que esse novo está muito distante do outro. Descobrimos nossa identidade, e que somos oque não somos. Não somos oque fomos um dia. Essa nova identidade, que é a real, causa um efeito dominó em vários circuitos. Muitos são complexos, grandes  cheios de obstáculos e malabarismos. Tem varias funções até chegar nos castelos, e derrubar o castelo não é o objetivo. O objetivo é ser preciso, e a cada circuito montado, colocar novas peças. Construir fortalezas capazes de nos proteger. Aumentar o reino. Colocar novas peças de harmonia, amor, esperança, compreensão, confiança e principalmente Fé.
Devemos construir castelos. Devemos ter cuidado ao montar circuitos que derrubam castelos. Mesmo que não pretendendo derrubar os nossos ou de outros. Algumas vezes não se tem tempo para reconstruir. Devemos ter cuidado para não culpar os outros quando derrubam a peça errada antes da hora. Muitas vezes somos nós que tocamos sem querer. Um toque tão sutil que não percebemos. Devemos ensinar,  e ter esse cuidado. Corrigir enquanto ainda temos tempo. Se for oque queremos.
Devemos voltar a ser crianças, Montar circuitos simples com pedras de harmonia, amor, esperança, compreensão, confiança, entre muitas outras. Principalmente nunca esqueça da Fé. Esse é o melhor circuito de todos, o efeito dominó da verdadeira felicidade.
Paciência não vai faltar. Vamos fazer de novo? Com cuidado! Apos terminar, observamos a obra por alguns instantes. Está 10! Conseguimos! Agora, basta um leve toque na primeira peça e...
Que viagem Véi!!!

# cheguei lá!

# A gente fica por aqui hoje! 19 Dez.2016

Wellington Maia.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Post 8 - Cicatrizes


                         

Tenho varias cicatrizes no corpo, cada uma tem uma historia, motivo,  motivador e autor. São fotos reveladas  pelo tempo, criadas pela imensa capacidade do corpo humano de se recuperar. Algumas dessas marcas, já não existem. Me deparei em vários momentos relatando algo como, um corte, pancada, queimadura, e sei que um dia existiram cicatrizes. Lembro bem! Foi aqui! Doeu muito! Sangrou! Queimou! Onde foram parar? Existem algumas das quais não me lembro porque estão aqui. Onde e quando me machuquei? Será que doeu? Sangrou? Queimou? Chorei?  Não me lembro!
Em especial tenho 3 cicatrizes na pele, diferentes na historia, tempo, motivo, motivador e autor.
 A mais antiga eu tinha 4 ou 5 meses de idade, morávamos em Mauá-SP. Por um descuido de momento, uma outra criança me pegou do carrinho de bebe em que eu estava. Resultado: Caí de cabeça no chão! Se chorei? se doeu? Se sangrou? Sim-Sim-sim.  Mas não me lembro! Só sei que isso aconteceu poque em minha testa algo me faz lembrar. Lembro sempre desta história, contada por meus pais, cicatrizada em minha memoria.

                                                      ⇓ 1ª Cicatriz na testa.
                                           
                                               
                                                               
                                                                             ⏭
                                         
A segunda cicatriz, eu tinha por volta de 5 anos, morávamos em Casa Branca interior de SP. Em um daqueles gira-gira de parque de praça, uma parte metálica solta do assento, (por negligencia ou descaso do poder publico) fez um corte no meu braço direito. Essa historia eu me lembro bem. Se doeu? Se sangrou? Se chorei? Sim-Sim-Sim! Lembro também da dor da anestesia local, para fazer os 7 pontos. Sei que isso aconteceu porque algo em meu braço me faz lembrar. Lembro sempre desta historia, mesmo sem ver a sua marca, porque, está cicatrizada também em minha memoria.



2ª Cicatriz no braço ( 7 pontos )


                                                                         ⏭

A terceira cicatriz, eu tinha 35 anos, foi exatamente as 20:00hs do dia 12 de fevereiro de 2015. Aqui mesmo em Dias D'avila BA. Trabalho na manutenção de uma industria Cerâmica, e faço plantão na empresa, recebi um telefonema para resolver um problema na cintadeira (uma das maquinas da produção). No trajeto normal casa-trabalho, aconteceu um assalto, e infelizmente acabei sendo baleado nas costas. Dessa história me lembro muito bem,  e prometo descrever tudo em um Post futuro. Se doeu? Se chorei? Se sangrou? Sim-sim-sim! Sei que isso aconteceu porque algo em minhas costas me faz lembrar. Lembro sempre desta historia mesmo sem ver a sua marca, porque está cicatrizada também em minha memoria, e em minha alma. Eu disse alma? Vamos continuar ...



  Ferida causada por arma de fogo
      no dia seguinte
                                  ⇓ 
                                         Cicatriz após 1 ano e 10 meses  ⇓

                       
                                                                       ⏭

Tenho varias cicatrizes na alma, cada uma tem uma historia, motivo,  motivador, autor, são fotos reveladas  pela imensa capacidade humana de preserva-las.  Algumas dessas marcas, já não existem. Muitas outras ainda persistem. E diferente das cicatrizes do corpo, essas ainda me fazem chorar, elas transmitem uma dor imensa, me enviam ao passado da minha infância, juventude, maioridade e passado recente. Sei que muitas coisas ruins aconteceram em minha vida. Sei porque muitas marcas me fazem lembrar. Lembro de muitas histórias ruins, mesmo sem ver as marcas. Sei porque estão em minha alma!
Sei também que alem de historia, tempo, motivo, motivador e autor, cada uma tem um nome. Confesso que não conheço todas. Confesso que não sei quantas são. Confesso que quero curá-las. Confesso que tenho muitas, de vários tamanhos e formatos, que atendem por nomes como: MAGOA, REVOLTA, REJEIÇÃO, PERCA, CULPA, REMORSO, DECEPÇÃO e RANCOR. São algumas das quais me lembrei.
Confesso que quero curá-las...  São fotos reveladas  pela imensa capacidade humana de preserva-las...  Opa...!
 Lembro de levar bronca de minha mãe: Não tira a "casquinha" da ferida menino! Quase sempre quando ela dizia isso, eu já estava tentando estancar o sangue, já não tinha mais a "casquinha". E a ferida demorava mais a cicatrizar.
A grande verdade é que não tenho cicatrizes na alma. Tenho feridas!  Confesso que muitas vezes ainda retiro a casquinha das feridas. Dói, sofro, choro. É difícil estancar a dor, o sofrimento e as lágrimas. E isso impede a cicatrização, que quando concluída, são transferidas para minha memoria. Confesso que não sei como curar essas feridas. Não sei como fazer para não preserva-las.
Cicatrizes no corpo e na mente, nos fazem lembrar de que houve dor,  ferida, e sofrimento.
E as feridas como: MAGOA, REVOLTA, REJEIÇÃO, PERCA, CULPA, REMORSO, DECEPÇÃO, RANCOR. Para que servem?
Confesso que tenho feridas e chagas abertas na alma, Confesso que não quero preserva-las e quero cura-las. Confesso que quando eu conseguir, terei novamente  a alma de criança, onde, vou transferir as então já cicatrizes para a mente, e quando lembrar delas não vou ter dor, sofrimento e lágrimas. Essas cicatrizes vão servir como um alerta, para que se possa evitar novas feridas. Um aprendizado de como cura-las. Mas nem sempre depende só de nós, neh?
Ou quem sabe eu diga: Essa cicatriz aqui? Se doeu? Se sangrou? Se chorei? Se sofri? Não me lembro! Só sei que isso aconteceu porque alguém me contou essa história...

# Tentando Chegar lá!
Com algumas ainda feridas e chagas...
# A gente encerra por aqui hoje! 01 Dez.2016

Wellington Maia