quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Post 7 - SINTA!

 


Lembro como se fosse hoje! Naquele dia, meus sentimentos estavam muito conturbados. Estava difícil viver a vida real, o imaginário projetava um futuro cada vez mais obscuro, e um sentimento desejado por alguns, sentido e odiado por outros me dominava.
Eram as primeiras consultas . Quando se tem a sorte de encontrar uma excelente profissional tudo se torna mais fácil. Mesmo assim é muito difícil! Contraditório néh? Não! É a mais pura realidade.
 É sempre bom reforçar isso, não apenas como uma forma de dar credito a quem o merece, mas sem um grande profissional, o muito difícil, se torna muitas vezes o impossível. Falo isso por experiencia própria, e por Fanny, (nome fictício), que ao ficar sabendo de minha situação me pediu conselhos, para repassar para Luigi, (nome fictício), que passa por situação parecida. Luigi já havia abandonado o tratamento, por não ter "mudança" em sua vida (segundo ela). Bom, meu conselho foi: Confie 101% no profissional que te acompanha, seja ele psicologo, ou psiquiatra se for o caso. Seja 101% verdadeiro, e jamais omita qualquer coisa ou sentimento presente. Vergonha, medo, timidez, mentiras, não devem fazer parte do tratamento, jamais! OK? Beleza?
Sendo já 101% verdadeiro, fiz uma pergunta:
_ Dra, como faço pra não sentir: Delta?
E ouvi um simples:
_ Sinta!
Tentei usar do meu poder de manipulação:
_ Então me dê um exercício para melhorar isso. E novamente e simplesmente:
_ Sinta!
Porem desta vez veio acompanhado de um olhar que reforçava a exclamação !!!
Fiquei chateado com a resposta, e com ela. Varias coisas passaram na minha cabeça, incluindo abandonar o tratamento, mas como não desisto fácil...
_ Faz de conta que tu é minha amiga. Me dê um conselho ?
_Sinta! E depois decida oque fazer com isso.
Velho! Naquele instante duas coisas aconteceram:
1º. Fiquei mais chateado e decepcionado. ( Creio que ela percebeu).
2º. Fiquei mais chateado e decepcionado por perceber que não consegui dominar a situação, manipular jamais daria certo com ela.
 A linguagem corporal  "diz" muito. Quando ouvi o ultimo SINTA! Antecedendo a pronuncia da frase seguinte, gestos com olhar e movimento da cabeça reforçaram a exclamação, e adicionaram a pausa necessária, outros movimentos e gestos seguiram com a frase final: (E depois decida oque fazer com isso).
Acabou a consulta. Com 1,01% de esclarecimento sobre Delta, 101% de sinceridade, 101% de confiança.
Como um aluno aplicado, decidi por deixar a decepção e a chateação de lado, ou melhor, pra traz, e  por refletir o porque deveria SENTIR o Delta. Em pouco tempo o Delta foi aumentando, aumentando tornando-se quase que insuportável. Beleza já SINTO!!! E muito!!! E agora? Gestos, olhar, exclamação, pausa. Sim é verdade agora eu tenho que decidir oque fazer... E como faço isso? Bom se eu perguntasse , a resposta acompanhada de gestos, olhar e exclamação seria:
_   Decida!
No momento em que imaginava a pergunta e a resposta, algo decidiu por mim. Talvez eu tenha decidido sem perceber. Não me lembro se deixei cair o Delta no chão, se joguei em alguma direção, ou se simplesmente diminuiu ao ponto de não mais SENTIR.
Todo e qualquer sentimento Delta que se SINTA, seja ele positivo ou negativo, deve ser SENTINDO. Sinta! Não existe um exercício, um conselho, uma formula para não sentir oque deve ser sentido no momento em que estes Deltas da vida aparecem. Não se pode aplicar a frieza da matemática para resolves sentimentos sejam eles (Deltas, X ou Y ), Mas podemos usar um pouco da sabedoria,frieza e serenidade de um matemático e chegar a esse resultado:
Sentimento  🔺 = b² - 4 . a . c
                    🔺  = -1
Ops... No paragrafo anterior disse que não existe um conselho para não SENTIR o Delta. Na verdade tem sim. Gestos, olhar, exclamação:
_Siiiiiiiinnnnnntaaaaa!!!!!!!!!!!!!  E depois decida oque fazer com isso!

# Cheguei lá!

# A gente encerra por aqui hoje! 23nov.2016

 Wellington Maia.

domingo, 20 de novembro de 2016

Post 6 - Caiu a ficha



                                                      


Em 2010 algo marcou de forma inesquecível. A queda de uma ficha de de 31 Toneladas. E esta caiu no dedinho mindinho, e a unha estava encravada, e a ficha rolou, rolou, e tapou o ralo e inundou a vida por alguns meses. Dramático né?
Nessa época morava na praia de Gaibu Pe, estava sem carro neste dia e voltava do centro da cidade ( Cabo de Sto Agostinho Pe ), num micro-ônibus conhecido por "ligeirinho" na localidade. Como sempre quieto e quase imóvel, reparando as atitudes das pessoas, pensando em algo que não me lembro mais, talvez planejando o futuro, ou tentando planejar o presente.
Na parada do ultimo ponto da cidade entraram dois casais, daqueles bem humorados e falantes, do tipo que não ligam pra opinião alheia, e o importante é ser notado. Tinham mais ou menos a minha idade 30-e-poucos-anos. Ficaram em pé, já não havia mais cadeiras livres. Em poucos minutos começaram a batucada e musicas já conhecidas, vividas na minha infância e juventude reaparecem. Estava legal, cantava mentalmente com eles, e de repente percebi que o olhar de aprovação de muitos ali os entregava, outros já mais soltos arriscavam soltar o voz.
Com o "cantar" das musicas em modo pot-pourri, a ficha foi chegando cada vez mais perto, e varias lembranças se tornaram recentes. SUPERFANTÁSTICO! uau!!! Voltamos a ser crianças naquele momento, sim caro leitor dos anos 70 e 80, ( Balão Mágico ).
Não parecia que estávamos num "ligeirinho", mas sim no Balão Mágico!!!!
"Super fantástico amigo! Que bom estar contigo No nosso balão! Vamos voar novamente Cantar alegremente Mais uma canção. Tantas crianças já sabem Que todas elas cabem No nosso balão. Até quem tem mais idade. Mas tem felicidade No seu coração. Sou feliz, por isso estou aqui Também quero viajar nesse balão!!..."
O pot-purri continuou e houve uma confusão que não corrigi, Balão Mágico e Trem da Alegria. Para eles no calor da nostalgia contagiosa do momento, tudo era igual, todos somos crianças. E como tal me tornei minha voz saiu dos pensamentos, e ultrapassou a barreira medo, mesmo que timidamente saia uma voz emocionada e feliz, pura como as crianças que eramos. Que nos tornamos. Nossa nostalgia variava entre estar no cesto do balão mágico e o vagão do trem da alegria, conforme as melodias.
Mas como tudo tem um fim, os dois casais desceram, eu ainda tinha mais uns 5 ou 6 minutos para chegar ao meu ponto. Nesses minutos silencio total. Acabou a exceção a raridade. Nada se tornou normal, sem burburinho, reclamações etc etc etc... O silencio imperava. Creio que assim como aconteceu comigo, muitas fichas de 30-e-poucas toneladas caíram lentamente, no dedinho mindinho com a unha encravada de muitos, que não gritaram por não entender exatamente oque acabara de acontecer. Era como se o real peso das fichas de cada um fosse aumento no ponteiro de uma balança antiga, grama por grama, onde o ponteiro parecia não parar mais de subir. Estou ficando velho!!! Meu Deus como o tempo passou !!! Isso está ficando pesado demais!! Muitos olhares perdidos, a felicidade a pouco se tornara reflexão, saudade, sabe-se lá quantos mais sentimentos multiplicados por 30-e-poucos.
Ao descer do "ligeirinho" o primeiro sentimento foi o de querer voltar pro Trem-Balão. Não era mais possível reviver oque acabara de ser vivido, a poucos minutos, a 20-e-poucos-anos. Chegando em casa relatei minha viagem no tempo, e para não crescer novamente procurei na www essas musicas e clips. Foi SUPERFANTÁSTICO!!!. As lágrimas de alegria, saudade, não puderam ser contidas nessa outra viagem.
Confesso que demorou alguns meses para retirar a ficha do ralo, mas não precisei esperar que ela chegasse a 32 Toneladas. E vez ou outra me pego assim:
"...Sou feliz por isso estou aqui, Também quero viajar nesse balão..."
E sempre que a ficha cai, ela pesa poucas gramas, mas tem um valor de 30-e-poucas Toneladas de felicidade!!!
#Cheguei lá!
# A gente encerra por aqui hoje! 15nov.2016
Wellington Maia

Post 5 - Verdade nova.

                                                      


Hoje mais um dia de verdade, (não que os outros dias não sejam), mais esta palavra fez parte de meu final e início de semana de uma forma muito intensa. Mais uma consulta com minha personal coash. Na mente acontecimentos ainda frescos como tinta branca que acabara de ser passada na velha e desbotada parede, e com o odor que dispensam o aviso "tinta fresca".
Deus tem sido maravilhoso em minha vida, e os sinais enviados a este simples mortal, estão sendo codificados na hora certa ( sempre que possível). Como de costume, no trajeto diário casa-trabalho-trabalho-casa, o dedo frenético mudando de estações da FM, na busca da musica perfeita do dia. Finalmente. Pausa na melodia que iniciaria a verdade do final e início da semana. Canção maravilhosa, já conhecida e esquecida em algum lugar. (Vida, Pe. Fábio de Melo). Com o passar das horas e afazeres a canção na mente foi novamente se perdendo em meio ao resumo que a correria do dia-a-dia exigia. Cuidando para que o principal não ficasse fora do resumo principal, ficou assim o resumo: "... Não é preciso uma verdade nova uma aventura, para encontrar nas luzes que se acendem o brilho eterno..." Este resumo tocava e tocava como um disco arranhado. Nada de melancolia e nada contra também.
Não vem ao caso detalhar os acontecimentos do Domingão da verdade, mas sim, existiram algumas coisas, em especial uma inesperada e maravilhosa e outra esperada e desejada porém não tão boa ( à princípio). Crescemos com uma verdade, muitas vezes somos induzidos a acreditar, ou acreditamos porque o autor a construiu e acredita nessa nova verdade . Ou simplesmente preferimos manter, alimentar, multiplicar e dividir essa verdade, sem ao menos nos perguntar: Essa verdade é nova?
Em meio ao acontecimento do (esperado e desejado, porem, não tão bom), minhas verdades foram ditas. Desabafos presos a décadas e a meses, seguidos de alívio imediato a cada verdade dita, construídas com o entendimento do passado, e reveladas e confirmados por atos recentes, sentimentos sinceros, verdades, verdades e + verdades. Houve uma tentativa de que a nova verdade voltasse a reinar, mas a cada tentativa a velha e única verdade era quem reinava.
Como uma maquina do tempo, eis que ficou maior a madrugada, e apesar do alivio imediato, alguns desconhecidos sentimentos, (outros nem tanto) eram insumos para a maquina do tempo. Será que fui sincero como as vezes não se pode ser? Isso tudo fazia com que a madrugada quase que emendasse com a bela manhã de segunda.
Já na sala com a minha personal Coash, relatei o resumo dos acontecimentos do domingão da verdade, com o cuidado para que o principal não ficasse fora do resumo principal. Apesar da pouca idade, ela faz os questionamentos na hora exata, com a precisão de um cirurgião renomado. Questionamento-respostas-entendimento: As velhas verdades! Desmentindo a Nova verdade. Com a velocidade desenfreada do pensamento, o verdadeiro autor dita o resumo de vários capítulos de uma, duas, três vidas, dando a cada personagem o verdadeiro papel ao qual foram destinados. Culpas divididas, outras invertidas, muitas anuladas. Resumo este, que ainda não chegou a um ponto final...
Podemos pintar um parede, com o tempo podemos mudar a cor, cobrir a sujeira e marcas do tempo, tapar buracos com massa e lixar. Nada fará com que a parede se torne nova, pois a velha parede, sempre será a verdadeira parede!
(#)
"...Não é preciso uma verdade nova, uma aventura, para encontrar nas luzes que acendem o brilho eterno. E dar as mãos e dar de si além do próprio gesto.E descobrir, feliz, que o amor esconde outro universo..."
"...Talvez quem sabe por esta cidade passe um anjo, e por encanto abra suas asas sobre os homens. E dê vontade de se dar aos outros sem medida. A qualidade de poder viver vida, vida..." (Pe. Fábio de Melo)
#Cheguei lá!
A gente encerra por aqui hoje! 07nov.2016
Wellington Maia

Post 4 - Como se estivesse nas nuvens.

                                    


Hoje me veio a lembrança de uma viagem que fiz para uma entrevista de emprego. Morava na praia de Gaibu (PE), e a viagem era para Serra (ES). Mesmo estando bem empregado, nunca devemos recusar uma nova proposta sem analisa-la, ainda mais sem custo. Este tipo "surpresa" muito esperada e desejada alimenta o ego e nosso reconhecimento como profissional. Precisamos disso né?
Naquela época à 7 anos pra ser mais exato, era tudo oque precisava, novos ares, novos desafios, novas amizades, nova cultura, tudo novo, mais um recomeço, mais próximo de casa, mais próximo do passado! Mal absolvi todas informações e já estava viajando, me senti nas nuvens com as futuras possibilidades.
Não era minha primeira viagem, e já estava meio que familiarizado com aeroporto, avião, turbulências, procedimentos, o zumbido e tampar dos ouvidos na decolagem e pouso, precavido sempre com chicletes para este momento chato da viagem. Sentado do lado da janela ainda viajando nas nuvens com o avião ainda em terra, eis que chega uma garotinha simpática acompanhada da aeromoça.
Com um belo sorriso me cumprimenta, e ansiosa com olhos brilhando diz:
_Eu queria ir na janela!
Vendo aqueles ansiosos olhos brilhando, olhei para aeromoça; é incrível a linguagem do olhar, três pares de olhos conversando em silencio, não dando ouvido aos burburinhos dos passageiros se acomodando; pedido + consenso = troca de poltronas. Afinal eu já estava feliz, viajando a dias entre nas nuvens, prestes a estar em meu novo destino. Começamos a conversar (na verdade ela começou a puxar papo):
_ Ei como você chama? ( abordagem infantil é espontânea e simples).
Não me lembro o nome dela mas vamos chama-la de Laura. Em pouquíssimo tempo descobri que, tinha 10 anos , filha única, desejava ter irmãos, queria ser veterinária e estava indo conhecer o Pai em Vitória e sozinha! Era a minha primeira e única viagem até então em que eu conversava com alguém desconhecido, que acabei de conhecer, enfim, foi alem de um cumprimento seguido de um com licença (graças a Laura). Enquanto conversamos a aeromoça responsável não tirava os olhos dela, e de mim, sempre perguntava se estava tudo bem. Achei isso muito bom essa preocupação e atenção, era uma menor incapaz sozinha num avião, conversando com um desconhecido, mesmo já apresentados, ainda é um desconhecido. Conversa vai, conversa vem, interrupções; _ Está tudo bem? Procedimentos, apertar cintos, etc, etc...
Naquele momento minha viagem já havia mudado de curso, uma pequena corrente de ar a levou para outras nuvens, a viagem era a pequena e simpática Laura no auge de seus 10 anos completos segundo ela, viajando de avião, sozinha, rumo a conhecer o Pai. Nósss, quanta emoção para uma garotinha! Fiquei viajando, oque está passando por essa cabecinha, como ela suporta tanta emoção em um só dia? Cadê a ansiedade descontrolada dela? cadê o medo? Garotinha? Me senti um feto!
Inicio da decolagem e os olhos brilhantes já demonstravam medo, em poucos minutos sorrisos tímidos até que ela me cutuca e com as mãos nos ouvidos diz em tom elevado, quase gritando:
_ Você tá ouvindo a minha voz?
Balancei a cabeça afirmando que sim.
Ela 101% criança, carinha de assustada, abre os abraços exclama ainda em tom elevado:
_ Eu não!!!!
Fiquei com vontade de rir, mas olhei para a aeromoça, fiz sinais demonstrando a situação de Laura, mostrei o chicletes e a aeromoça sinalizou positivo. Após mascar um pouco, alivio nos ouvidos de Laura. Já ouvindo a si, começou o interrogatório:
_ Isso lá fora é nuvem? Parece algodão né? Do-que é feito a nuvem? Estamos passando pelas nuvens, isso é perigoso? Você é casado? Tem filhos? Tá indo pra onde? ...? ...? ...?
Até hoje tenho duvida se foi mesmo uma conversa ou um interrogatório rs,rs,rs,rs,rs.
Pousamos em Vitória me despedi de Laura, desejei boa sorte, se cuida Gigante.
Cheguei ao meu destino, conheci pessoas a empresa, almocei e não chegamos a um acordo infelizmente ou felizmente, nunca se sabe, né? Mas o fato é que não chagamos a um acordo financeiro, seria uma troca de figurinhas iguais. E as figurinhas dos novos ares, novos desafios, novas amizades, nova cultura, tudo novo, mais um recomeço, mais próximo de casa, mais próximo do passado! ? Essas não tem valor? Não eram iguais, eu não as tinha oque houve? Já não estava mais entre as nuvens.
Viajando literalmente senti falta de algo, ou melhor alguém minha companheira de viagem já não estava aqui do lado da janela, em seu lugar um senhor de face fechada, nenhuma palavra, seria ele mudo? Nah...A viagem de volta, não era como planejado, as respostas da viagem entre as nuvens de ida antes da ida real, não eram como o sonhado, expectativas quebradas. Apesar de tudo isso, estando em meio as nuvens (literalmente) o rumo de minha viagem entre as nuvens me levava ao pensamento em o quanto feliz estaria Laura naquele momento? Que Deus tenha feito dessa viagem entre as nuvens de Laura momentos eternos e maravilhosos. Hoje com 17 anos será que ao voar ela lembra de quem estava ao seu lado no seu primeiro voo? Quem sabe ela leia este post um dia né? Será que seu nome é mesmo Laura?
Quanto a mim? Bom, mesmo não dando tudo certo como o sonhado, voltei das nuvens e vez ou outra me pego como se estivesse entre outras nuvens, em outras viagens.
#Cheguei lá!

# A gente encerra por aqui hoje! 02 nov. 2016
Wellington Maia

Post 3 - O sol e seus raios.



                                                                  

Todos querem ser reconhecidos, é fato,em nossas atitudes e atividades do dia a dia sempre nos remete a momentos em que queremos ser vistos, reconhecidos, seja como filho, como cônjuge, nas relações de amizade, no profissional, enfim em todas as relações. O grande problema é quando misturamos reconhecimento com o tal do "eu quero ser visto". Criamos uma enorme confusão quando se mistura tudo como um só, e chegar a realização só é possível com entendimento dessas definições, caso contrario tudo passa a ser frustante.
Ser o Sol; quantas pessoas conhecemos que ao entrar iluminam todo ambiente? É verdade alguns já nascem iluminados, faz parte da personalidade, esta no DNA, brilho acentuado com a criação e incentivo, características que distinguem uns dos outros, características que assemelham uns dos outros.
Nesse desejo em ser como o Sol e a confusão entre ser visto como um e ser reconhecido fui questionado por minha coash, na hora exata, ponteiros e astros alinhados.
_ Você não poderia ser um Raio de Sol?
Silencio, olhos e pupilas dilatados, botão de PAUSE acionado, reflexão, eclipse parcial, alivio quase imediato!
_ Você quer ser visto ou ser reconhecido?
_ Ser visto!
_ Você não é visto?
_Sim sou!
Opa pera ae! pense, pense, continue ;Se sou visto então não sou reconhecido! Yes é isso! Opa pera ae. Será???
Continuei na questão inicial em que reclamava sobre invisibilidade, reconhecimento, das pressões do dia a dia, das cobranças e expectativas que as pessoas criam sobre nós. Já diferenciando reconhecimento e o tal do "eu quero ser visto" e que um está atrelado ao outro, Raios de Sol iluminaram meus pensamentos, a sombra do "relógio de Sol de jardim" indicava o fim do eclipse, agora sim alivio imediato!
_ Que viagem véi !!!
Queremos muitas vezes ser oque não somos e não RECONHECEMOS oque somos. Podemos não ser o Sol, mas um raio de Sol. Será que as pessoas que são Raios , tem estrutura e competência para irradiar toda luz e calor de um Sol? Essa limitação não faz com que sejamos inferiores e incapazes, muito menos faz com que não sejamos vistos.
Imagine-se às 07:00hs da manhã, num dia de Sol radiante, em um quarto escuro, na fresta da janela quem passa??? Se somos cobrados e passamos por pressões estamos sendo vistos? Se somos cobrados e passamos por pressões somos reconhecidos? Reverter a forma negativa como somos vistos e reconhecidos muitas vezes depende de como encaramos tudo isso, não se pode cobrar que um Raio de Sol passe pela fresta da janela numa noite fria e chuvosa.
# cheguei lá!!!

A gente encerra por aqui hoje! 28 out. 2016
Wellington Maia

Post 2 - Exército de um homem só, o massacre.



                                       


Hoje mais um dia de consulta, e como de costume...
_ Como você está? 
_ Bem estou bem!
E os olhos dedo duro fazem sua parte, a face conta mais detalhes, gestos, olhares, e lágrimas. É incrível como minha "coach" (me refiro a psicologa assim, pois, muito tem me ensinado e ajudado), esta que me conhece a poucos meses, (poucas horas) sabe mais de minha pessoa que eu mesmo. Conversa vai, conversa vem e em poucos minutos páhhhh...
A capacidade humana de se auto destruir é gigantesca, porem, a capacidade de superação, reconstrução, aprendizado, cicatrização, é infinita: " Renascer das cinzas" Pera ae!!! Precisamos virar cinzas??? Virar pó para sermos reconstruídos como um vaso de barro???É preciso começar do zero? Queimar o livro de nossa história, e escrever outra? Esperamos sempre a segunda chance, como num jogo onde desta vez vou recuperar, vai ser diferente, um vicio, contando com a sorte, com o acaso, um milagre talvez. Não percebemos que a segunda, terceira, quarta... chances estão presentes a cada instante e como aproveitamos? Oque aconteceu com a sorte, com o acaso e com o milagre? São as únicas possibilidades?
Nos deparamos com cobranças, negligencias, culpas, remorsos...isso tudo faz com que este ser (que todos temos dentro de nós) se destaque e nos domine, no meu caso ô carinha chato e inconveniente em? Todos temos um briga uma luta interna, é fato, somos seres únicos cada um a sua forma, uns mais fortes outros nem tanto e dentro de cada um, muitos outros. ..."Somos um exercito, o exercito de um homem só, no difícil exercício de viver em paz..." (Salve HG)
Brigas internas, lutas, guerras e massacres, ah essa ultima palavra mudou meu dia hoje no momento em que a ouvi, MASSACRE!!! Na hora certa, ponteiros e astros tudo alinhado revelando, mais uma vez que a minha capacidade para resolver estas questões ainda é ínfima. ( Por enquanto). Apos relatar meus sentimentos tudo oque estava incomodando, conclui com uma afirmação duvidosa "... É como se tivesse uma briga interna dentro de mim..." foi o suficiente para ouvir:
_ briga? Pra mim é um MASSACRE!!!
Silêncio, olhos e pupilas dilatados, botão de PAUSE acionado, reflexão, fim do eclipse, alivio imediato!
Ser o General de nosso ser, organizar os soldados internos, montar a melhor estratégia para a batalha do dia a dia, obter o melhor arsenal (conhecimento), reconhecer e fortalecer os pontos fracos, ser fiel e jamais ser um desertor e permitir que um motim seja estabelecido, sendo o General dessa rebelião, promovendo o auto massacre, traindo a Pátria. Brigas,batalhas e guerras existem... Quem é o General? Bandeira Branca!
# cheguei lá!!!

A gente encerra por aqui hoje!!! 24 out. 2016.

Wellington Maia.

Post 01 - O início

                                         

Não sou escritor e peço aos “amantes” ou “oficiais” da língua portuguesa que  perdoem os erros que acidentalmente por ignorância ou propositais sejam encontrados em meus textos. Minha intenção ao escrever, é expressar,  acalmar, e ajudar caso alguém se identifique de alguma forma. Gosto de escrever textos com jogo de palavras, duplo, triplo.... n sentidos, é o tipo de coisa que faz a mente agir, raciocinar e despertar a reflexão.
Na vida real a grande dificuldade está em reconhecer que temos um problema e que precisamos de ajuda, está aí o início de todo um processo da descoberta de um mundo totalmente diferente, desconhecido, onde no decorrer do tempo as bifurcações na estrada do dia a dia irão se apresentar, para onde seguir? Devo seguir ou recuar? Ficar parado? Onde chegarei se ficar parado? #muitas dúvidas - #poucas respostas - #vou chegar lá.
Alguém pode dizer esse cara é confuso, contraditório, não estou entendo “qualé” a dele nesse papo. A grande verdade é que tudo pode ser o que não é, ou não ser o que é, ou ainda ser o que é, e não ser o que não é. “Simples né?”. Será? Depende!Assim como uma frase pode ser confusa e ter grandes e diferentes significados, uma palavra colocada por equivoco ou proposital pode mudar todo um contexto, de um texto, de uma vida, de muitas vidas.
É preciso identificar o início de todo mal presente, e este, quase que em sua totalidade está no passado. Uma coisa é certa, sem ajuda profissional (psicológico) nem tente, o fracasso é certo. Durante anos tentei lutar contra esses sentimentos negativos, e este modo de encarar a vida. Em alguns momentos até temos uma falsa impressão de agora estou bem, tudo mudou, até que... tudo volta a ser como foi, ou como é. Nada mudou!
Voltando ao início, é preciso de ajuda para chegar lá, pois, muitas frases foram mal interpretadas, palavras foram colocadas por equívocos ou propositalmente, virgulas e pontuações, ações e emoções, e na verdade descobre-se que por tudo isso o contexto da vida e/ou de muitas vidas, foram mal interpretadas, mal vividas e trazendo para o presente e projetando para o futuro o fracasso, culpas e desculpas, acompanhados da solidão, do medo, das tristezas, ..., ...., ...
Por um acaso antes de terminar este texto por volta das 22:00 hs, me foi feita uma pergunta: Você vai deitar agora? Prontamente com sorriso parei imediatamente de escrever, e ao subir 2 degraus da escada outra pergunta: Você viu a chave da porta? Naquele momento, em um passado não muito distante eu continuaria a subir a escada e diria: Se tivesse guardado saberia onde esta!!! Mas naquele exato momento em fração de segundos, parei para ir onde não estava indo, voltei e desci os 2 degraus, para ir onde deveria estar, procurei e achei o molho de chaves na primeira tentativa por sorte, ou simples acaso. Apos entrega-las fui surpreendido com um um beijo, seguido de um sonoro e feliz muito obrigado. Voltei a subir a escada e novamente no segundo degrau lembrei do que havia escrito a poucos minutos, continuei a subir para chegar onde deveria ir. Deitado e refletindo meio que perdido entendendo tudo, e procurando entender como todo aquele acaso estava por resumir meu raciocínio; Voltando ao inicio encontrei bifurcações na estrada do dia, para onde seguir? Devo seguir ou recuar? Ficar parado? Onde chegarei se ficar parado?
#Cheguei lá!!!

 # A gente encerra por aqui hoje! 23 out. 2016
Wellington Maia.