sábado, 31 de dezembro de 2016

Post 10 - Nação InsuLAR?




Filho de peixe... Peixinho é! Como não sou exceção meu ofício é a área elétrica. Desde pequeno me orgulhava de ver meu Pai , concentrado concertando TVs e Rádios. Tudo para ajudar na renda da família. Sempre nas folgas, e após chegar de um dia todo de trabalho. Aquele isolamento e concentração só era quebrado quando meus palpites apareciam: _ Acho que é este componente! Não me recordo bem se realmente acertei, ou se meu Pai fez com eu acreditasse que realmente aquela TV funcionou após a troca do "FLAYBACK", ( o componente que indiquei). O fato é que funcionou! Fiquei feliz da vida. E ele também.
A partir daí, todos os dias uma península atravessava lentamente o oceano, fazendo uma aliança ao ESTADO INSULAR MAIOR. Nem sempre  era bem compreendida, apesar da boa intenção. Muitas vezes as ideias não eram acatadas. Fruto da falta de tempo, preocupação, necessidade de concentração. Aquele ESTADO INSULAR MAIOR, precisava se isolar. Como prêmio a península ganhou pedaços de fio e fita isolante. Aprendendo a isolar, próximo do ESTADO INSULAR. Isolando e isolados. Descobrindo que para não tomar um choque elétrico, é necessário isolar muito bem o fio. Aquele rolo de fita isolante, isolou muitos metros de fios que nunca passaram um misero milivolt. Isolou também duas insulas muito próximas por muitos momentos, porem, necessários. Mas não foi capaz de isolar o orgulho, amor, compreensão, admiração, preocupação, dedicação e paciência.
Nem sempre eram insulas ou penínsulas. E quando eram, formavam arquipélagos. Não existia fronteiras. Seguiam de mãos dadas, abraçados, felizes.
Essa península foi crescendo. Não cumpria algumas  legislações. Foi adquirindo as próprias. Existiam muitas dúvidas de como se governar. E os ESTADOS insuLARES não compreendiam a então já INSULA. Esta que queria apenas se isoLAR. Em seu próprio... LAR. Sonhos, muitos sonhos isolados. Amores, muitos amores isolados. Decepção, muitas decepções isoladas. Raiva, mágoa, ódio, dor, rancor, sofrimento, muito sofrimento, sempre isolado. Lágrimas, muitas lágrimas isoladas. Solidão... Negra como fita isolante a isoLAR. Cumprindo seu papel, mesmo que não tenha  perigo, este estava sempre protegido. Isolado.
Com o passar dos anos viagens, muitas viagens. Conhecendo continentes, mares, e regiões desconhecidas. Conhece e uni-se a outra INSULA. Formam novas penínsulas. Ganhando o mundo, lutam unidos na solidão do mundo. O silêncio os deixa surdos. Os gritos silenciosos não são ouvidos. Não são compreendidos. Não existe compreensão. Mesmo com a formação desse arquipélago, isoLAR ainda faz-se necessário. Não existe compreensão. Qual o motivo? Por que queres estar aí? Por que não queres estar aqui? Pensamentos confusos. IsoLAR é preciso!
Ninguém, nenhum Estado percebeu que sequestraram a subjetividade da INSULA. Sem identidade.  Apenas sobrevivendo. Está acorrentado e amordaçado com fita isolante negra da solidão. Do sofrimento. Fita a isoLAR... do LAR. Isolado e vagando por oceanos. Sem vela e sem ancora. Sem saber quem leva ou quem prende quando as tem. Sem mapa e sem bussola, sem rumo. Preso ao passado, refém do pior algoz. Não existe pedido de resgate. O preço é o sofrimento, é o isolamento, são as lágrimas. O algoz mantem ilhado a INSULA. A síndrome de Estocolmo faz com que a INSULA não queira fugir. Mesmo com as portas abertas é aqui seu lugar. Isolado! O algoz é quem manda. Dita as regras. É amado! É seu dono. Sempre foi! Ele diz:  Não existe felicidade! Diz: Isto é felicidade! Diz:  Isso não é sofrimento! Ordena:  Sofra!... e fique aqui!
Isolado e amordaçado com fita isolante, com pensamentos difusos,  o seu maior algoz continua sua missão. Mais uma fita de segurança zebrada isola a INSULA. Demarca a margem de segurança. Placas de advertência do tipo: Afaste-se! Perigo! Somente pessoas autorizadas! Me deixe em paz!
O isolamento torna-se maior. E a INSULA vive refém de seu algoz. Vivem juntos, em harmonia plena. Não precisam de mais ninguém... Juntos formam um só. Unidos como a emenda de um fio elétrico isolados. Esse isolamento não faz com que sejam incapazes de ferir, de machucar. Ao contrário o ato de isoLAR, fere, machuca, magoa a todos a sua volta, e a sí mesmo. Essa união sequestrado e sequestrador, não traz benefícios. Não existe vida nessa sobrevida, só existe uma saída para viver sem isoLAR. Quando encontra essa saída, o algoz não permite a fuga. A porta esta aberta, mas ele não quer sair. Fique aqui! Você precisa de mim para viver! Sobrevivendo tanto tempo juntos, essa união parece não ter um fim. Existe além das fitas, correntes que aprisionam, tão fortes quanto o elo mais fraco!
A INSULA decide chegar ao limite da corrente, tenta romper, mas não consegue. Mas chega a um CONTINENTE, pede ajuda a uma PAÍS muito evoluído. Que ajuda da forma mais inteligente a romper fitas, correntes e cordas. Desmascara o seu algoz. Ele não acredita ao reconhece-lo:
 _ Você?!?!?
 _  Sim!... Sou EU... É você!!!
 E assim a INSULA vai aprendendo a romper fitas e elos que o aprisionam. Liberdade ganha, dia após dia. Sem fitas, isoLAR não faz mais sentido. Sem cordas e correntes o cárcere não é seu LAR. A INSULA ganha sua identidade, descobre que o mundo é menor que imaginava. Que o mundo é maior que aquele em que sobrevivera, até então. Com o tempo descobre como e quando Insular. Descobre uma vida iluminada, onde o sol brilha e aquece.
Agora compreendendo e compreendido a INSULA vive em seu verdadeiro LAR. Sem conflitos e isolamentos. Reconcilia-se com muitas outras Insulas e arquipélagos. Muitas distantes. Trégua e paz as guerras e batalhas...
Meu desejo é que essa INSULA continue a evoluir. Que o arquipélago ao qual ajudou a construir também evolua. Que as nem tão pequenas penínsulas, se tornem grandes Insulas, formem arquipélagos maravilhosos de visitar. De amar. De viver! Que se tornem Países, e continentes. Receptivos, poliglotas. Que as mordaças, fitas, correntes fiquem onde estão... em 2016. Que INSULAR não seja o sinônimo de isoLAR em 2017.

Hey algoz, goodbye forever!!!

Wellington Maia 31 Dez. 2016.
                                                                           
                                   ***

Para muitos não existe diferença entre as 23:59:59 de 31 de dezembro, e as 00:00:00 de 01 de janeiro. Mas para milhões e milhões ... A Fé em uma nova era, a esperança e pensamento positivo, a alegria contagiante faz desse momento muito mais que um simbolismo ou números frios. Basta ter Fé, sonhar, querer mudar, evoluir, lutar e conquistar!
Me despeço de 2016 realizado. Foi o ano do inicio da virada, da conquista, mudança, esperança e evolução. Muitos sonhos  de 31 de dezembro 2015 conquistados.
Venha 2017!
 Venha que quero realizar muitos e muitos sonhos durante sua longa vida de 365 dias.
Só tenho a agradecer a Deus por tudo que está acontecendo em minha vida. Agradecer a Deus por presentear pessoas com o Dom e  sabedoria da medicina e da psicologia, que tanto nos tem ajudado. Agradeço a Deus pelos velhos e verdadeiros amigos, pelos novos e verdadeiros amigos, que sempre tocaram no meu ombro e diziam: Como você está meu amigo? Como posso te ajudar?
Amigos que sabem como estou somente olhando em meus olhos. Me ajudam como sabem, como podem!!! É sincero, é amizade!
Agradecer a Deus por nos presentear com o amor verdadeiro, aquele que tudo suporta. Amor que consola, perdoa, cuida. Amor infinito. Amor FAMÍLIA.
Que 2017 seja para todos nós muito melhor que 2016. Que sonhos e desejos se realizem. Paz e prosperidade. Muita saúde. Honestidade, cordialidade, compreensão. Evolução para todos. Fé e força para resolver os contratempos. Muita alegria e felicidade a todos nesse novo ciclo universal. Fiquem com Deus. Que o SENHOR abençoe a todos, em todos os momentos dos próximos 365 dias. Amém.

                                                                   Recordações



#Em2016chegueilá!

# A gente fica por aqui  em  31dez.2016.

Até 2017! Abraços...

Wellington Maia

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Post 9 - Efeito domonó

Hoje mais um dia. Algumas dúvidas para serem eliminadas em pouco tempo . Outras ainda irão permanecer por algumas horas, dias. Sempre ganho um questionamento no final. A cereja do bolo. É a certeza de que vamos chegar lá!



Uma brincadeira com dominó. Fiz muito isso quando era criança de idade. Demorava um tempão para alinhar as pedras, vez ou outra tocava na peça errada por descuido, e tudo desabava antes da hora. Paciência não faltava. Vamos fazer de novo? Com cuidado! Apos terminar, observamos a obra por alguns instantes. Está 10! Conseguimos! Agora, basta um leve toque na primeira peça e... Em segundos toda obra que demorou dezenas de minutos cai, uma pedra derrubando a outra, o barulho era sincronizado, e em segundos todas estão deitadas. Massa Véi!!!
Nem sempre saia tudo como planejado, as curvas nem sempre faziam o seu papel, um erro de calculo do instinto, e da falta de experiencia. Mas isso não nos desanimava. Somos persistentes, estamos brincando, temos muito tempo. Podemos errar. E aprendemos a calcular a medida certa, até que tudo saia perfeito. Ganhamos experiência na arte do efeito dominó!
Quando somos crianças de idade, somos só uma peça de dominó. Estamos em um circuito montado por nossos pais. E desta vez, não é de brincadeira. Com um erro de calculo do instinto, e falta de experiência, somos derrubados antes da hora. Somos recolocados no circuito novamente. Mais erros, mais falta de experiência, e esse circulo se repete muitas vezes.
Crescemos e entramos em outros circuitos. Amigos, família, escola. A cada momento estamos em um circuito diferente. A maioria destes circuitos em seu final tem um castelo. Proposital ou não, algumas vezes esse circuito leva ao chão esse castelo. O circulo se repete, e algumas vezes somos os propulsores. Derrubamos nossos castelos, e o de outras pessoas. Nos tornamos adultos, construímos nossos próprios circuitos, com enormes castelos, e a exemplo de nossos pais, cometemos os mesmos erros. Apesar de viver no passado em diversos circuitos, não aprendemos a calcular, nos falta experiencia. Será que essa vivência de circuito em circuito não serviu como experiência? Oque faltou?






Quando se tem depressão derrubamos muitos castelos. Com nossa forma de pensar e agir, isso se torna rotineiro. Não pensamos nas consequências. Não percebemos os castelos que derrubamos. Por consequência, somos rotulados como: Mal-humorados, mal-amados, estressados, infelizes. Não. Não é verdade! As pessoas não sabem. Não fazem ideia que nossos castelos estão no chão. Não sabem que estamos entre os escombros de muitos e muitos castelos. Derrubados sabe-se lá porque! Não existe um só culpado! Tudo é dividido, até com o ainda desconhecido.
Em um belo dia, cansados de ouvir esses rótulos, ou quem sabe por começar a ter a percepção dos castelos que estamos derrubando. Já sem nenhuma esperança, quase sem vida, estando por baixo de escombros. Pedimos socorro, é o ultimo estágio talvez. Precisamos de ajuda profissional. Pessoas que dedicam seu dom. Nos ensinam a fazer circuitos perfeitos. Mestres na arte de ensinar pessoas sem experiencia a calcular a medida exata de cada pedra. Salva vidas que não perdem a esperança de retirar com vida, vitimas dos escombros. Engenheiros prontos a ajudar a construir castelos dos escombros. Cirurgiões precisos, que tem em suas mãos o nosso coração. No final de cada operação dão aquele "peteleco", e o coração volta a bater novamente. São seres humanos como nós. Eles também possuem seus circuitos e castelos. Erram apesar da experiência e sabedoria. Vez ou outra, também precisam de ajuda. Mas não demonstram. O foco é o próximo. E sempre, mostram em suas faces, gestos e olhares, que sabem oque sentimos. Mostram mesmo sem querer a tristeza, decepção e preocupação, por não  montarmos o circuito da forma correta. A face se revela. O olhar não engana! Por outro lado, seus sorrisos e olhos brilham quando estamos fazendo da forma correta. A face fica leve.  Alivio imediato. Observam por alguns instantes a obra. Está 10! Conseguimos ! Agora, basta um leve toque na primeira peça e...  Massa véi! A gente encerra por aqui hoje! Não. Não é o fim de nosso texto ainda.
Ao acordamos dessa cirurgia, ou quando somos retirados dos escombros, vem a reflexão. Oque não fora dito sopra em nossos ouvidos lentamente. Vamos saindo daquele estado de vitima, de unica peça a ser derrubada isoladamente. Saímos novamente dos escombros diversas vezes, e descobrimos que foram nossas atitudes, nossa forma de ser que derrubou esses castelos. Que nos fez vitima. Descobrimos que nossa mudança mesmo que positiva, ainda derruba castelos que não deveriam ser derrubados. Essa experiência ganhada a cada belo dia, nos transforma em outras pessoas. Nos transformam em nosso eu verdadeiro. Descobrimos que as pessoas só conheciam o outro eu, e que esse novo está muito distante do outro. Descobrimos nossa identidade, e que somos oque não somos. Não somos oque fomos um dia. Essa nova identidade, que é a real, causa um efeito dominó em vários circuitos. Muitos são complexos, grandes  cheios de obstáculos e malabarismos. Tem varias funções até chegar nos castelos, e derrubar o castelo não é o objetivo. O objetivo é ser preciso, e a cada circuito montado, colocar novas peças. Construir fortalezas capazes de nos proteger. Aumentar o reino. Colocar novas peças de harmonia, amor, esperança, compreensão, confiança e principalmente Fé.
Devemos construir castelos. Devemos ter cuidado ao montar circuitos que derrubam castelos. Mesmo que não pretendendo derrubar os nossos ou de outros. Algumas vezes não se tem tempo para reconstruir. Devemos ter cuidado para não culpar os outros quando derrubam a peça errada antes da hora. Muitas vezes somos nós que tocamos sem querer. Um toque tão sutil que não percebemos. Devemos ensinar,  e ter esse cuidado. Corrigir enquanto ainda temos tempo. Se for oque queremos.
Devemos voltar a ser crianças, Montar circuitos simples com pedras de harmonia, amor, esperança, compreensão, confiança, entre muitas outras. Principalmente nunca esqueça da Fé. Esse é o melhor circuito de todos, o efeito dominó da verdadeira felicidade.
Paciência não vai faltar. Vamos fazer de novo? Com cuidado! Apos terminar, observamos a obra por alguns instantes. Está 10! Conseguimos! Agora, basta um leve toque na primeira peça e...
Que viagem Véi!!!

# cheguei lá!

# A gente fica por aqui hoje! 19 Dez.2016

Wellington Maia.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Post 8 - Cicatrizes


                         

Tenho varias cicatrizes no corpo, cada uma tem uma historia, motivo,  motivador e autor. São fotos reveladas  pelo tempo, criadas pela imensa capacidade do corpo humano de se recuperar. Algumas dessas marcas, já não existem. Me deparei em vários momentos relatando algo como, um corte, pancada, queimadura, e sei que um dia existiram cicatrizes. Lembro bem! Foi aqui! Doeu muito! Sangrou! Queimou! Onde foram parar? Existem algumas das quais não me lembro porque estão aqui. Onde e quando me machuquei? Será que doeu? Sangrou? Queimou? Chorei?  Não me lembro!
Em especial tenho 3 cicatrizes na pele, diferentes na historia, tempo, motivo, motivador e autor.
 A mais antiga eu tinha 4 ou 5 meses de idade, morávamos em Mauá-SP. Por um descuido de momento, uma outra criança me pegou do carrinho de bebe em que eu estava. Resultado: Caí de cabeça no chão! Se chorei? se doeu? Se sangrou? Sim-Sim-sim.  Mas não me lembro! Só sei que isso aconteceu poque em minha testa algo me faz lembrar. Lembro sempre desta história, contada por meus pais, cicatrizada em minha memoria.

                                                      ⇓ 1ª Cicatriz na testa.
                                           
                                               
                                                               
                                                                             ⏭
                                         
A segunda cicatriz, eu tinha por volta de 5 anos, morávamos em Casa Branca interior de SP. Em um daqueles gira-gira de parque de praça, uma parte metálica solta do assento, (por negligencia ou descaso do poder publico) fez um corte no meu braço direito. Essa historia eu me lembro bem. Se doeu? Se sangrou? Se chorei? Sim-Sim-Sim! Lembro também da dor da anestesia local, para fazer os 7 pontos. Sei que isso aconteceu porque algo em meu braço me faz lembrar. Lembro sempre desta historia, mesmo sem ver a sua marca, porque, está cicatrizada também em minha memoria.



2ª Cicatriz no braço ( 7 pontos )


                                                                         ⏭

A terceira cicatriz, eu tinha 35 anos, foi exatamente as 20:00hs do dia 12 de fevereiro de 2015. Aqui mesmo em Dias D'avila BA. Trabalho na manutenção de uma industria Cerâmica, e faço plantão na empresa, recebi um telefonema para resolver um problema na cintadeira (uma das maquinas da produção). No trajeto normal casa-trabalho, aconteceu um assalto, e infelizmente acabei sendo baleado nas costas. Dessa história me lembro muito bem,  e prometo descrever tudo em um Post futuro. Se doeu? Se chorei? Se sangrou? Sim-sim-sim! Sei que isso aconteceu porque algo em minhas costas me faz lembrar. Lembro sempre desta historia mesmo sem ver a sua marca, porque está cicatrizada também em minha memoria, e em minha alma. Eu disse alma? Vamos continuar ...



  Ferida causada por arma de fogo
      no dia seguinte
                                  ⇓ 
                                         Cicatriz após 1 ano e 10 meses  ⇓

                       
                                                                       ⏭

Tenho varias cicatrizes na alma, cada uma tem uma historia, motivo,  motivador, autor, são fotos reveladas  pela imensa capacidade humana de preserva-las.  Algumas dessas marcas, já não existem. Muitas outras ainda persistem. E diferente das cicatrizes do corpo, essas ainda me fazem chorar, elas transmitem uma dor imensa, me enviam ao passado da minha infância, juventude, maioridade e passado recente. Sei que muitas coisas ruins aconteceram em minha vida. Sei porque muitas marcas me fazem lembrar. Lembro de muitas histórias ruins, mesmo sem ver as marcas. Sei porque estão em minha alma!
Sei também que alem de historia, tempo, motivo, motivador e autor, cada uma tem um nome. Confesso que não conheço todas. Confesso que não sei quantas são. Confesso que quero curá-las. Confesso que tenho muitas, de vários tamanhos e formatos, que atendem por nomes como: MAGOA, REVOLTA, REJEIÇÃO, PERCA, CULPA, REMORSO, DECEPÇÃO e RANCOR. São algumas das quais me lembrei.
Confesso que quero curá-las...  São fotos reveladas  pela imensa capacidade humana de preserva-las...  Opa...!
 Lembro de levar bronca de minha mãe: Não tira a "casquinha" da ferida menino! Quase sempre quando ela dizia isso, eu já estava tentando estancar o sangue, já não tinha mais a "casquinha". E a ferida demorava mais a cicatrizar.
A grande verdade é que não tenho cicatrizes na alma. Tenho feridas!  Confesso que muitas vezes ainda retiro a casquinha das feridas. Dói, sofro, choro. É difícil estancar a dor, o sofrimento e as lágrimas. E isso impede a cicatrização, que quando concluída, são transferidas para minha memoria. Confesso que não sei como curar essas feridas. Não sei como fazer para não preserva-las.
Cicatrizes no corpo e na mente, nos fazem lembrar de que houve dor,  ferida, e sofrimento.
E as feridas como: MAGOA, REVOLTA, REJEIÇÃO, PERCA, CULPA, REMORSO, DECEPÇÃO, RANCOR. Para que servem?
Confesso que tenho feridas e chagas abertas na alma, Confesso que não quero preserva-las e quero cura-las. Confesso que quando eu conseguir, terei novamente  a alma de criança, onde, vou transferir as então já cicatrizes para a mente, e quando lembrar delas não vou ter dor, sofrimento e lágrimas. Essas cicatrizes vão servir como um alerta, para que se possa evitar novas feridas. Um aprendizado de como cura-las. Mas nem sempre depende só de nós, neh?
Ou quem sabe eu diga: Essa cicatriz aqui? Se doeu? Se sangrou? Se chorei? Se sofri? Não me lembro! Só sei que isso aconteceu porque alguém me contou essa história...

# Tentando Chegar lá!
Com algumas ainda feridas e chagas...
# A gente encerra por aqui hoje! 01 Dez.2016

Wellington Maia

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Post 7 - SINTA!

 


Lembro como se fosse hoje! Naquele dia, meus sentimentos estavam muito conturbados. Estava difícil viver a vida real, o imaginário projetava um futuro cada vez mais obscuro, e um sentimento desejado por alguns, sentido e odiado por outros me dominava.
Eram as primeiras consultas . Quando se tem a sorte de encontrar uma excelente profissional tudo se torna mais fácil. Mesmo assim é muito difícil! Contraditório néh? Não! É a mais pura realidade.
 É sempre bom reforçar isso, não apenas como uma forma de dar credito a quem o merece, mas sem um grande profissional, o muito difícil, se torna muitas vezes o impossível. Falo isso por experiencia própria, e por Fanny, (nome fictício), que ao ficar sabendo de minha situação me pediu conselhos, para repassar para Luigi, (nome fictício), que passa por situação parecida. Luigi já havia abandonado o tratamento, por não ter "mudança" em sua vida (segundo ela). Bom, meu conselho foi: Confie 101% no profissional que te acompanha, seja ele psicologo, ou psiquiatra se for o caso. Seja 101% verdadeiro, e jamais omita qualquer coisa ou sentimento presente. Vergonha, medo, timidez, mentiras, não devem fazer parte do tratamento, jamais! OK? Beleza?
Sendo já 101% verdadeiro, fiz uma pergunta:
_ Dra, como faço pra não sentir: Delta?
E ouvi um simples:
_ Sinta!
Tentei usar do meu poder de manipulação:
_ Então me dê um exercício para melhorar isso. E novamente e simplesmente:
_ Sinta!
Porem desta vez veio acompanhado de um olhar que reforçava a exclamação !!!
Fiquei chateado com a resposta, e com ela. Varias coisas passaram na minha cabeça, incluindo abandonar o tratamento, mas como não desisto fácil...
_ Faz de conta que tu é minha amiga. Me dê um conselho ?
_Sinta! E depois decida oque fazer com isso.
Velho! Naquele instante duas coisas aconteceram:
1º. Fiquei mais chateado e decepcionado. ( Creio que ela percebeu).
2º. Fiquei mais chateado e decepcionado por perceber que não consegui dominar a situação, manipular jamais daria certo com ela.
 A linguagem corporal  "diz" muito. Quando ouvi o ultimo SINTA! Antecedendo a pronuncia da frase seguinte, gestos com olhar e movimento da cabeça reforçaram a exclamação, e adicionaram a pausa necessária, outros movimentos e gestos seguiram com a frase final: (E depois decida oque fazer com isso).
Acabou a consulta. Com 1,01% de esclarecimento sobre Delta, 101% de sinceridade, 101% de confiança.
Como um aluno aplicado, decidi por deixar a decepção e a chateação de lado, ou melhor, pra traz, e  por refletir o porque deveria SENTIR o Delta. Em pouco tempo o Delta foi aumentando, aumentando tornando-se quase que insuportável. Beleza já SINTO!!! E muito!!! E agora? Gestos, olhar, exclamação, pausa. Sim é verdade agora eu tenho que decidir oque fazer... E como faço isso? Bom se eu perguntasse , a resposta acompanhada de gestos, olhar e exclamação seria:
_   Decida!
No momento em que imaginava a pergunta e a resposta, algo decidiu por mim. Talvez eu tenha decidido sem perceber. Não me lembro se deixei cair o Delta no chão, se joguei em alguma direção, ou se simplesmente diminuiu ao ponto de não mais SENTIR.
Todo e qualquer sentimento Delta que se SINTA, seja ele positivo ou negativo, deve ser SENTINDO. Sinta! Não existe um exercício, um conselho, uma formula para não sentir oque deve ser sentido no momento em que estes Deltas da vida aparecem. Não se pode aplicar a frieza da matemática para resolves sentimentos sejam eles (Deltas, X ou Y ), Mas podemos usar um pouco da sabedoria,frieza e serenidade de um matemático e chegar a esse resultado:
Sentimento  🔺 = b² - 4 . a . c
                    🔺  = -1
Ops... No paragrafo anterior disse que não existe um conselho para não SENTIR o Delta. Na verdade tem sim. Gestos, olhar, exclamação:
_Siiiiiiiinnnnnntaaaaa!!!!!!!!!!!!!  E depois decida oque fazer com isso!

# Cheguei lá!

# A gente encerra por aqui hoje! 23nov.2016

 Wellington Maia.

domingo, 20 de novembro de 2016

Post 6 - Caiu a ficha



                                                      


Em 2010 algo marcou de forma inesquecível. A queda de uma ficha de de 31 Toneladas. E esta caiu no dedinho mindinho, e a unha estava encravada, e a ficha rolou, rolou, e tapou o ralo e inundou a vida por alguns meses. Dramático né?
Nessa época morava na praia de Gaibu Pe, estava sem carro neste dia e voltava do centro da cidade ( Cabo de Sto Agostinho Pe ), num micro-ônibus conhecido por "ligeirinho" na localidade. Como sempre quieto e quase imóvel, reparando as atitudes das pessoas, pensando em algo que não me lembro mais, talvez planejando o futuro, ou tentando planejar o presente.
Na parada do ultimo ponto da cidade entraram dois casais, daqueles bem humorados e falantes, do tipo que não ligam pra opinião alheia, e o importante é ser notado. Tinham mais ou menos a minha idade 30-e-poucos-anos. Ficaram em pé, já não havia mais cadeiras livres. Em poucos minutos começaram a batucada e musicas já conhecidas, vividas na minha infância e juventude reaparecem. Estava legal, cantava mentalmente com eles, e de repente percebi que o olhar de aprovação de muitos ali os entregava, outros já mais soltos arriscavam soltar o voz.
Com o "cantar" das musicas em modo pot-pourri, a ficha foi chegando cada vez mais perto, e varias lembranças se tornaram recentes. SUPERFANTÁSTICO! uau!!! Voltamos a ser crianças naquele momento, sim caro leitor dos anos 70 e 80, ( Balão Mágico ).
Não parecia que estávamos num "ligeirinho", mas sim no Balão Mágico!!!!
"Super fantástico amigo! Que bom estar contigo No nosso balão! Vamos voar novamente Cantar alegremente Mais uma canção. Tantas crianças já sabem Que todas elas cabem No nosso balão. Até quem tem mais idade. Mas tem felicidade No seu coração. Sou feliz, por isso estou aqui Também quero viajar nesse balão!!..."
O pot-purri continuou e houve uma confusão que não corrigi, Balão Mágico e Trem da Alegria. Para eles no calor da nostalgia contagiosa do momento, tudo era igual, todos somos crianças. E como tal me tornei minha voz saiu dos pensamentos, e ultrapassou a barreira medo, mesmo que timidamente saia uma voz emocionada e feliz, pura como as crianças que eramos. Que nos tornamos. Nossa nostalgia variava entre estar no cesto do balão mágico e o vagão do trem da alegria, conforme as melodias.
Mas como tudo tem um fim, os dois casais desceram, eu ainda tinha mais uns 5 ou 6 minutos para chegar ao meu ponto. Nesses minutos silencio total. Acabou a exceção a raridade. Nada se tornou normal, sem burburinho, reclamações etc etc etc... O silencio imperava. Creio que assim como aconteceu comigo, muitas fichas de 30-e-poucas toneladas caíram lentamente, no dedinho mindinho com a unha encravada de muitos, que não gritaram por não entender exatamente oque acabara de acontecer. Era como se o real peso das fichas de cada um fosse aumento no ponteiro de uma balança antiga, grama por grama, onde o ponteiro parecia não parar mais de subir. Estou ficando velho!!! Meu Deus como o tempo passou !!! Isso está ficando pesado demais!! Muitos olhares perdidos, a felicidade a pouco se tornara reflexão, saudade, sabe-se lá quantos mais sentimentos multiplicados por 30-e-poucos.
Ao descer do "ligeirinho" o primeiro sentimento foi o de querer voltar pro Trem-Balão. Não era mais possível reviver oque acabara de ser vivido, a poucos minutos, a 20-e-poucos-anos. Chegando em casa relatei minha viagem no tempo, e para não crescer novamente procurei na www essas musicas e clips. Foi SUPERFANTÁSTICO!!!. As lágrimas de alegria, saudade, não puderam ser contidas nessa outra viagem.
Confesso que demorou alguns meses para retirar a ficha do ralo, mas não precisei esperar que ela chegasse a 32 Toneladas. E vez ou outra me pego assim:
"...Sou feliz por isso estou aqui, Também quero viajar nesse balão..."
E sempre que a ficha cai, ela pesa poucas gramas, mas tem um valor de 30-e-poucas Toneladas de felicidade!!!
#Cheguei lá!
# A gente encerra por aqui hoje! 15nov.2016
Wellington Maia

Post 5 - Verdade nova.

                                                      


Hoje mais um dia de verdade, (não que os outros dias não sejam), mais esta palavra fez parte de meu final e início de semana de uma forma muito intensa. Mais uma consulta com minha personal coash. Na mente acontecimentos ainda frescos como tinta branca que acabara de ser passada na velha e desbotada parede, e com o odor que dispensam o aviso "tinta fresca".
Deus tem sido maravilhoso em minha vida, e os sinais enviados a este simples mortal, estão sendo codificados na hora certa ( sempre que possível). Como de costume, no trajeto diário casa-trabalho-trabalho-casa, o dedo frenético mudando de estações da FM, na busca da musica perfeita do dia. Finalmente. Pausa na melodia que iniciaria a verdade do final e início da semana. Canção maravilhosa, já conhecida e esquecida em algum lugar. (Vida, Pe. Fábio de Melo). Com o passar das horas e afazeres a canção na mente foi novamente se perdendo em meio ao resumo que a correria do dia-a-dia exigia. Cuidando para que o principal não ficasse fora do resumo principal, ficou assim o resumo: "... Não é preciso uma verdade nova uma aventura, para encontrar nas luzes que se acendem o brilho eterno..." Este resumo tocava e tocava como um disco arranhado. Nada de melancolia e nada contra também.
Não vem ao caso detalhar os acontecimentos do Domingão da verdade, mas sim, existiram algumas coisas, em especial uma inesperada e maravilhosa e outra esperada e desejada porém não tão boa ( à princípio). Crescemos com uma verdade, muitas vezes somos induzidos a acreditar, ou acreditamos porque o autor a construiu e acredita nessa nova verdade . Ou simplesmente preferimos manter, alimentar, multiplicar e dividir essa verdade, sem ao menos nos perguntar: Essa verdade é nova?
Em meio ao acontecimento do (esperado e desejado, porem, não tão bom), minhas verdades foram ditas. Desabafos presos a décadas e a meses, seguidos de alívio imediato a cada verdade dita, construídas com o entendimento do passado, e reveladas e confirmados por atos recentes, sentimentos sinceros, verdades, verdades e + verdades. Houve uma tentativa de que a nova verdade voltasse a reinar, mas a cada tentativa a velha e única verdade era quem reinava.
Como uma maquina do tempo, eis que ficou maior a madrugada, e apesar do alivio imediato, alguns desconhecidos sentimentos, (outros nem tanto) eram insumos para a maquina do tempo. Será que fui sincero como as vezes não se pode ser? Isso tudo fazia com que a madrugada quase que emendasse com a bela manhã de segunda.
Já na sala com a minha personal Coash, relatei o resumo dos acontecimentos do domingão da verdade, com o cuidado para que o principal não ficasse fora do resumo principal. Apesar da pouca idade, ela faz os questionamentos na hora exata, com a precisão de um cirurgião renomado. Questionamento-respostas-entendimento: As velhas verdades! Desmentindo a Nova verdade. Com a velocidade desenfreada do pensamento, o verdadeiro autor dita o resumo de vários capítulos de uma, duas, três vidas, dando a cada personagem o verdadeiro papel ao qual foram destinados. Culpas divididas, outras invertidas, muitas anuladas. Resumo este, que ainda não chegou a um ponto final...
Podemos pintar um parede, com o tempo podemos mudar a cor, cobrir a sujeira e marcas do tempo, tapar buracos com massa e lixar. Nada fará com que a parede se torne nova, pois a velha parede, sempre será a verdadeira parede!
(#)
"...Não é preciso uma verdade nova, uma aventura, para encontrar nas luzes que acendem o brilho eterno. E dar as mãos e dar de si além do próprio gesto.E descobrir, feliz, que o amor esconde outro universo..."
"...Talvez quem sabe por esta cidade passe um anjo, e por encanto abra suas asas sobre os homens. E dê vontade de se dar aos outros sem medida. A qualidade de poder viver vida, vida..." (Pe. Fábio de Melo)
#Cheguei lá!
A gente encerra por aqui hoje! 07nov.2016
Wellington Maia

Post 4 - Como se estivesse nas nuvens.

                                    


Hoje me veio a lembrança de uma viagem que fiz para uma entrevista de emprego. Morava na praia de Gaibu (PE), e a viagem era para Serra (ES). Mesmo estando bem empregado, nunca devemos recusar uma nova proposta sem analisa-la, ainda mais sem custo. Este tipo "surpresa" muito esperada e desejada alimenta o ego e nosso reconhecimento como profissional. Precisamos disso né?
Naquela época à 7 anos pra ser mais exato, era tudo oque precisava, novos ares, novos desafios, novas amizades, nova cultura, tudo novo, mais um recomeço, mais próximo de casa, mais próximo do passado! Mal absolvi todas informações e já estava viajando, me senti nas nuvens com as futuras possibilidades.
Não era minha primeira viagem, e já estava meio que familiarizado com aeroporto, avião, turbulências, procedimentos, o zumbido e tampar dos ouvidos na decolagem e pouso, precavido sempre com chicletes para este momento chato da viagem. Sentado do lado da janela ainda viajando nas nuvens com o avião ainda em terra, eis que chega uma garotinha simpática acompanhada da aeromoça.
Com um belo sorriso me cumprimenta, e ansiosa com olhos brilhando diz:
_Eu queria ir na janela!
Vendo aqueles ansiosos olhos brilhando, olhei para aeromoça; é incrível a linguagem do olhar, três pares de olhos conversando em silencio, não dando ouvido aos burburinhos dos passageiros se acomodando; pedido + consenso = troca de poltronas. Afinal eu já estava feliz, viajando a dias entre nas nuvens, prestes a estar em meu novo destino. Começamos a conversar (na verdade ela começou a puxar papo):
_ Ei como você chama? ( abordagem infantil é espontânea e simples).
Não me lembro o nome dela mas vamos chama-la de Laura. Em pouquíssimo tempo descobri que, tinha 10 anos , filha única, desejava ter irmãos, queria ser veterinária e estava indo conhecer o Pai em Vitória e sozinha! Era a minha primeira e única viagem até então em que eu conversava com alguém desconhecido, que acabei de conhecer, enfim, foi alem de um cumprimento seguido de um com licença (graças a Laura). Enquanto conversamos a aeromoça responsável não tirava os olhos dela, e de mim, sempre perguntava se estava tudo bem. Achei isso muito bom essa preocupação e atenção, era uma menor incapaz sozinha num avião, conversando com um desconhecido, mesmo já apresentados, ainda é um desconhecido. Conversa vai, conversa vem, interrupções; _ Está tudo bem? Procedimentos, apertar cintos, etc, etc...
Naquele momento minha viagem já havia mudado de curso, uma pequena corrente de ar a levou para outras nuvens, a viagem era a pequena e simpática Laura no auge de seus 10 anos completos segundo ela, viajando de avião, sozinha, rumo a conhecer o Pai. Nósss, quanta emoção para uma garotinha! Fiquei viajando, oque está passando por essa cabecinha, como ela suporta tanta emoção em um só dia? Cadê a ansiedade descontrolada dela? cadê o medo? Garotinha? Me senti um feto!
Inicio da decolagem e os olhos brilhantes já demonstravam medo, em poucos minutos sorrisos tímidos até que ela me cutuca e com as mãos nos ouvidos diz em tom elevado, quase gritando:
_ Você tá ouvindo a minha voz?
Balancei a cabeça afirmando que sim.
Ela 101% criança, carinha de assustada, abre os abraços exclama ainda em tom elevado:
_ Eu não!!!!
Fiquei com vontade de rir, mas olhei para a aeromoça, fiz sinais demonstrando a situação de Laura, mostrei o chicletes e a aeromoça sinalizou positivo. Após mascar um pouco, alivio nos ouvidos de Laura. Já ouvindo a si, começou o interrogatório:
_ Isso lá fora é nuvem? Parece algodão né? Do-que é feito a nuvem? Estamos passando pelas nuvens, isso é perigoso? Você é casado? Tem filhos? Tá indo pra onde? ...? ...? ...?
Até hoje tenho duvida se foi mesmo uma conversa ou um interrogatório rs,rs,rs,rs,rs.
Pousamos em Vitória me despedi de Laura, desejei boa sorte, se cuida Gigante.
Cheguei ao meu destino, conheci pessoas a empresa, almocei e não chegamos a um acordo infelizmente ou felizmente, nunca se sabe, né? Mas o fato é que não chagamos a um acordo financeiro, seria uma troca de figurinhas iguais. E as figurinhas dos novos ares, novos desafios, novas amizades, nova cultura, tudo novo, mais um recomeço, mais próximo de casa, mais próximo do passado! ? Essas não tem valor? Não eram iguais, eu não as tinha oque houve? Já não estava mais entre as nuvens.
Viajando literalmente senti falta de algo, ou melhor alguém minha companheira de viagem já não estava aqui do lado da janela, em seu lugar um senhor de face fechada, nenhuma palavra, seria ele mudo? Nah...A viagem de volta, não era como planejado, as respostas da viagem entre as nuvens de ida antes da ida real, não eram como o sonhado, expectativas quebradas. Apesar de tudo isso, estando em meio as nuvens (literalmente) o rumo de minha viagem entre as nuvens me levava ao pensamento em o quanto feliz estaria Laura naquele momento? Que Deus tenha feito dessa viagem entre as nuvens de Laura momentos eternos e maravilhosos. Hoje com 17 anos será que ao voar ela lembra de quem estava ao seu lado no seu primeiro voo? Quem sabe ela leia este post um dia né? Será que seu nome é mesmo Laura?
Quanto a mim? Bom, mesmo não dando tudo certo como o sonhado, voltei das nuvens e vez ou outra me pego como se estivesse entre outras nuvens, em outras viagens.
#Cheguei lá!

# A gente encerra por aqui hoje! 02 nov. 2016
Wellington Maia

Post 3 - O sol e seus raios.



                                                                  

Todos querem ser reconhecidos, é fato,em nossas atitudes e atividades do dia a dia sempre nos remete a momentos em que queremos ser vistos, reconhecidos, seja como filho, como cônjuge, nas relações de amizade, no profissional, enfim em todas as relações. O grande problema é quando misturamos reconhecimento com o tal do "eu quero ser visto". Criamos uma enorme confusão quando se mistura tudo como um só, e chegar a realização só é possível com entendimento dessas definições, caso contrario tudo passa a ser frustante.
Ser o Sol; quantas pessoas conhecemos que ao entrar iluminam todo ambiente? É verdade alguns já nascem iluminados, faz parte da personalidade, esta no DNA, brilho acentuado com a criação e incentivo, características que distinguem uns dos outros, características que assemelham uns dos outros.
Nesse desejo em ser como o Sol e a confusão entre ser visto como um e ser reconhecido fui questionado por minha coash, na hora exata, ponteiros e astros alinhados.
_ Você não poderia ser um Raio de Sol?
Silencio, olhos e pupilas dilatados, botão de PAUSE acionado, reflexão, eclipse parcial, alivio quase imediato!
_ Você quer ser visto ou ser reconhecido?
_ Ser visto!
_ Você não é visto?
_Sim sou!
Opa pera ae! pense, pense, continue ;Se sou visto então não sou reconhecido! Yes é isso! Opa pera ae. Será???
Continuei na questão inicial em que reclamava sobre invisibilidade, reconhecimento, das pressões do dia a dia, das cobranças e expectativas que as pessoas criam sobre nós. Já diferenciando reconhecimento e o tal do "eu quero ser visto" e que um está atrelado ao outro, Raios de Sol iluminaram meus pensamentos, a sombra do "relógio de Sol de jardim" indicava o fim do eclipse, agora sim alivio imediato!
_ Que viagem véi !!!
Queremos muitas vezes ser oque não somos e não RECONHECEMOS oque somos. Podemos não ser o Sol, mas um raio de Sol. Será que as pessoas que são Raios , tem estrutura e competência para irradiar toda luz e calor de um Sol? Essa limitação não faz com que sejamos inferiores e incapazes, muito menos faz com que não sejamos vistos.
Imagine-se às 07:00hs da manhã, num dia de Sol radiante, em um quarto escuro, na fresta da janela quem passa??? Se somos cobrados e passamos por pressões estamos sendo vistos? Se somos cobrados e passamos por pressões somos reconhecidos? Reverter a forma negativa como somos vistos e reconhecidos muitas vezes depende de como encaramos tudo isso, não se pode cobrar que um Raio de Sol passe pela fresta da janela numa noite fria e chuvosa.
# cheguei lá!!!

A gente encerra por aqui hoje! 28 out. 2016
Wellington Maia

Post 2 - Exército de um homem só, o massacre.



                                       


Hoje mais um dia de consulta, e como de costume...
_ Como você está? 
_ Bem estou bem!
E os olhos dedo duro fazem sua parte, a face conta mais detalhes, gestos, olhares, e lágrimas. É incrível como minha "coach" (me refiro a psicologa assim, pois, muito tem me ensinado e ajudado), esta que me conhece a poucos meses, (poucas horas) sabe mais de minha pessoa que eu mesmo. Conversa vai, conversa vem e em poucos minutos páhhhh...
A capacidade humana de se auto destruir é gigantesca, porem, a capacidade de superação, reconstrução, aprendizado, cicatrização, é infinita: " Renascer das cinzas" Pera ae!!! Precisamos virar cinzas??? Virar pó para sermos reconstruídos como um vaso de barro???É preciso começar do zero? Queimar o livro de nossa história, e escrever outra? Esperamos sempre a segunda chance, como num jogo onde desta vez vou recuperar, vai ser diferente, um vicio, contando com a sorte, com o acaso, um milagre talvez. Não percebemos que a segunda, terceira, quarta... chances estão presentes a cada instante e como aproveitamos? Oque aconteceu com a sorte, com o acaso e com o milagre? São as únicas possibilidades?
Nos deparamos com cobranças, negligencias, culpas, remorsos...isso tudo faz com que este ser (que todos temos dentro de nós) se destaque e nos domine, no meu caso ô carinha chato e inconveniente em? Todos temos um briga uma luta interna, é fato, somos seres únicos cada um a sua forma, uns mais fortes outros nem tanto e dentro de cada um, muitos outros. ..."Somos um exercito, o exercito de um homem só, no difícil exercício de viver em paz..." (Salve HG)
Brigas internas, lutas, guerras e massacres, ah essa ultima palavra mudou meu dia hoje no momento em que a ouvi, MASSACRE!!! Na hora certa, ponteiros e astros tudo alinhado revelando, mais uma vez que a minha capacidade para resolver estas questões ainda é ínfima. ( Por enquanto). Apos relatar meus sentimentos tudo oque estava incomodando, conclui com uma afirmação duvidosa "... É como se tivesse uma briga interna dentro de mim..." foi o suficiente para ouvir:
_ briga? Pra mim é um MASSACRE!!!
Silêncio, olhos e pupilas dilatados, botão de PAUSE acionado, reflexão, fim do eclipse, alivio imediato!
Ser o General de nosso ser, organizar os soldados internos, montar a melhor estratégia para a batalha do dia a dia, obter o melhor arsenal (conhecimento), reconhecer e fortalecer os pontos fracos, ser fiel e jamais ser um desertor e permitir que um motim seja estabelecido, sendo o General dessa rebelião, promovendo o auto massacre, traindo a Pátria. Brigas,batalhas e guerras existem... Quem é o General? Bandeira Branca!
# cheguei lá!!!

A gente encerra por aqui hoje!!! 24 out. 2016.

Wellington Maia.

Post 01 - O início

                                         

Não sou escritor e peço aos “amantes” ou “oficiais” da língua portuguesa que  perdoem os erros que acidentalmente por ignorância ou propositais sejam encontrados em meus textos. Minha intenção ao escrever, é expressar,  acalmar, e ajudar caso alguém se identifique de alguma forma. Gosto de escrever textos com jogo de palavras, duplo, triplo.... n sentidos, é o tipo de coisa que faz a mente agir, raciocinar e despertar a reflexão.
Na vida real a grande dificuldade está em reconhecer que temos um problema e que precisamos de ajuda, está aí o início de todo um processo da descoberta de um mundo totalmente diferente, desconhecido, onde no decorrer do tempo as bifurcações na estrada do dia a dia irão se apresentar, para onde seguir? Devo seguir ou recuar? Ficar parado? Onde chegarei se ficar parado? #muitas dúvidas - #poucas respostas - #vou chegar lá.
Alguém pode dizer esse cara é confuso, contraditório, não estou entendo “qualé” a dele nesse papo. A grande verdade é que tudo pode ser o que não é, ou não ser o que é, ou ainda ser o que é, e não ser o que não é. “Simples né?”. Será? Depende!Assim como uma frase pode ser confusa e ter grandes e diferentes significados, uma palavra colocada por equivoco ou proposital pode mudar todo um contexto, de um texto, de uma vida, de muitas vidas.
É preciso identificar o início de todo mal presente, e este, quase que em sua totalidade está no passado. Uma coisa é certa, sem ajuda profissional (psicológico) nem tente, o fracasso é certo. Durante anos tentei lutar contra esses sentimentos negativos, e este modo de encarar a vida. Em alguns momentos até temos uma falsa impressão de agora estou bem, tudo mudou, até que... tudo volta a ser como foi, ou como é. Nada mudou!
Voltando ao início, é preciso de ajuda para chegar lá, pois, muitas frases foram mal interpretadas, palavras foram colocadas por equívocos ou propositalmente, virgulas e pontuações, ações e emoções, e na verdade descobre-se que por tudo isso o contexto da vida e/ou de muitas vidas, foram mal interpretadas, mal vividas e trazendo para o presente e projetando para o futuro o fracasso, culpas e desculpas, acompanhados da solidão, do medo, das tristezas, ..., ...., ...
Por um acaso antes de terminar este texto por volta das 22:00 hs, me foi feita uma pergunta: Você vai deitar agora? Prontamente com sorriso parei imediatamente de escrever, e ao subir 2 degraus da escada outra pergunta: Você viu a chave da porta? Naquele momento, em um passado não muito distante eu continuaria a subir a escada e diria: Se tivesse guardado saberia onde esta!!! Mas naquele exato momento em fração de segundos, parei para ir onde não estava indo, voltei e desci os 2 degraus, para ir onde deveria estar, procurei e achei o molho de chaves na primeira tentativa por sorte, ou simples acaso. Apos entrega-las fui surpreendido com um um beijo, seguido de um sonoro e feliz muito obrigado. Voltei a subir a escada e novamente no segundo degrau lembrei do que havia escrito a poucos minutos, continuei a subir para chegar onde deveria ir. Deitado e refletindo meio que perdido entendendo tudo, e procurando entender como todo aquele acaso estava por resumir meu raciocínio; Voltando ao inicio encontrei bifurcações na estrada do dia, para onde seguir? Devo seguir ou recuar? Ficar parado? Onde chegarei se ficar parado?
#Cheguei lá!!!

 # A gente encerra por aqui hoje! 23 out. 2016
Wellington Maia.