sábado, 7 de setembro de 2019

Post 82 - Posso ajudar?

O dia que não terminou...

Observo o crescente número de uniformes estampados com a expressão: Posso ajudar? Há muitos anos tenho usado esse uniforme de forma ilusória, todavia, minha necessidade de retirá-lo sempre existiu...

Mesmo com o tal uniforme as pessoas são comuns, necessitam de alguma coisa que as façam simplesmente serem atendidas com um belo sorriso...
       
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Morar e trabalhar no fim de linha tem suas vantagens, como ser o primeiro a entrar no ônibus e poder escolher o melhor assento. Com o tempo passei a conhecer “caras” e expressões. Uma certa intimidade ilusória nos unem. Mas quem são essas pessoas ao meu redor? Somente hoje percebi cada um em seu mundo perfeito, ou quem sabe imperfeito! Entretanto, o sorriso da senhora a quem sempre concedo meu lugar me diz que seu dia se encaminha para a perfeição!

Mesmo diante dos mesmos gestos e “intimidade”, muitas pessoas não se oferecem com o mesmo sorriso para ajudar com a bagagem do dia. Não importa o quão pesada e desajeitada esteja. E assim meu olhar e sorriso apenas distorcem os sinais...

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É chegada a hora! E então vejo aquela senhora com sua obrigação econômica cumprida levantar-se e sair sem ao menos se despedir. Novamente estou no meu assento, e ao tempo em que me distancio, curvas acentuadas se transformam em retas no ponto final. POSSO AJUDAR?!

Wellington Maia.

# A gente fica por aqui hoje! 07set2019.

Oxe.: "Me espanque até sangrar, pois simplesmente machucará meu físico e alguns sentimentos. Mas nunca use palavras para me difamar, pois só uma vez proferidas banaliza a alma" ( Geraldo Neto).

Oxe, oxe.: Se você não se curar do que te feriu, você vai sangrar em cima de pessoas que não te cortaram. (Autor desconhecido).


Detonaltas - O Dia Que não Terminou (Legendado)



sexta-feira, 12 de abril de 2019

Post 81- Perdemos o medo!

Arte de imagem, Wellington Maia.


Eles morrem de medo! Estão presos à coisas superficiais, totalmente embevecidos com a liberdade restrita além do horizonte. Eles não aceitam! Negam perder seus triunfos, honras e assenhoreamentos. Estão satisfeitos com o aroma da brisa vinda do Norte. 


Nós perdemos o medo! Estamos quase livres, módicos mega insatisfeitos. Somos atemporais, rebeldes satisfeitos em aguardar a pronúncia de um verbo temporal. Cansados de perder muitas batalhas de uma guerra singular, onde, o plural contempla o horizonte na liberdade das trincheiras. 


Estamos sendo mutilados por lutar. Nossas dores não cessam. Rastejamos por entre vidas livres, convivemos com almas encarceradas. Queremos viver na paz, sem grades, sem armas, sem guerras! Apofenia? Não! Nem tão pouco Norteamos a utopia... 


Nós apenas perdemos o medo! 



Wellington Maia. 


# A gente fica por aqui hoje! 12abr.2019.



Oxe.: A árvore aceitou os desígnios da vida que lhe pediam serviço. Mas, quando se acreditou definitivamente despojada, notou que a divina providência a revestiu de folhas e flores novas, ao toque da primavera. (Chico Xavier).



Sobre o tempo - Nenhum de nós. Composição: Thedy Corrêa.