segunda-feira, 18 de junho de 2018

Post 64 - Lei da Gravidade, pés no chão.


Nunca parei para contar quantos tombos levei na vida. Sou mais um sobrevivente que desafiava a lei da gravidade, aprendi na prática essa lei. Existem varias cicatrizes provando que me machuquei feio, sem contar os ossos que sofreram fraturas. Coisas da infância, e mesmo adulto, vez ou outra essa lei insiste em dizer: Estou aqui!!!

Já caí centenas de vezes, e quando estou no chão muitas vezes é ali que quero permanecer. Declaro em alto e bom som "me deixe em paz", e fico ali, até anoitecer, amanhecer, anoitecer... 

O tempo nunca dá trégua, não somos como algumas formigas que pisamos e elas ficam ali quietinhas como se estivessem mortas, e em poucos segundos mesmo se arrastando seguem seu caminho. O tempo do ser humano é totalmente diferente, e cada um tem o seu...

Não importa a intensidade da queda, não importa a altura e velocidade, quando se cai algo sempre sangra, quebra, as lágrimas não cessam. Chego então à exaustão, desisto de tudo, de todos, de mim... Nesse momento só resta a fé e o clamor por paz, e fico ali até anoitecer, amanhecer, anoitecer... 

Não é fácil sobreviver com as cicatrizes e chagas abertas na alma, todavia, já caímos tantas vezes que adquirimos experiência em levantar cada vez mais rápido. Adquirimos experiência em estancar o sangue oriundo da alma. Mas a cada queda, cada fratura, cada ferida que não cicatriza, ouço a Lei da Gravidade dizendo: Estou aqui!!! 

E ali no chão, no escuro, clamando paz, acumulo forças, e me equiparando aquela formiguinha levanto sem dar trégua ao tempo. Mostro ter um lindo sorriso e respondo: Não preciso estar caído para provar sua existência, os pés no chão bastam!!!!!!


# Com os pés no chão, a gente fica por aqui hoje! 18jun.2018.

Wellington Maia.

Oxe.: 🎼 "...Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé, Manda essa tristeza embora, Basta acreditar que um novo dia vai raiar, Sua hora vai chegar!..." (Composição: Carlinhos Madureira / Gilson Bernini / Xande de Pilares).

Oxe, oxe.: Recomendo ouvir essa canção.

Tá escrito (Grupo revelação)

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Post 63 - Levantar, caminhar e sonhar.



Alcançamos grandes distancias ao longo de nossa caminhada, e muitas vezes nos deparamos com grandes desafios e enormes tormentas. Pensamos em desistir, o cansaço nos domina por um determinado tempo, mas a determinação nos impulsiona, a fé nos encoraja, os sonhos podem se realizar... E então olhamos para trás e vemos mais um obstáculo ultrapassado, mais um sonho realizado, mais um desejo conquistado! 

Nem sempre é assim...

As decepções e frustrações nos acompanham desde bebês, desejamos algo e não somos entendidos e atendidos. Elas nos acompanham desde quando nossos sonhos e fantasias foram mutilados e esmagados pela realidade, que os atropelou como um rolo compressor de milhões de toneladas. Continuamos crescendo e então somos agredidos brutalmente pelo amor incondicional, somos espancados com a força irracional dos braços que nos protege, com as mãos macias e quentes que nos acariciava. Somos acuados em direção à alcateia como a presa de um leão que ruge. Somos desafiados, repreendidos e desprezados com olhar da ira. Com tantas feridas, nos tornamos irracionais, um ser incapaz de compreender o amor, vítima da ira. Inconscientemente passamos a amar outros seres, passamos a sonhar em ser amados. Criamos castelos e personagens em um mundo belo de amor e felicidade, até o dia em que os castelos viram ruínas, autor, personagens e platéia se revezam entre vilões, heróis e espectadores, e somos esmagados mais uma vez pelo rolo compressor...

Temos muita força e fé para levantar o rolo compressor da realidade e das limitações, mesmo assim, o ciclo de decepções e frustrações nunca termina. E quando estou ali, lamentando, orando e unindo forças, faço o caminho inverso, volto a ser criança, porque sei que por maior que seja a decepção, frustração ou sofrimento, de alguma forma eu me levantei e caminhei, sem perder a capacidade de sonhar...

# Levantando, a gente fica por aqui hoje! 07jun2018.

Wellington Maia.

Oxe.: Contra traumas e frustrações que a vida nos impõe, o melhor remédio é uma alma controlada por um grande sonho. (Augusto Cury)

Oxe, oxe.:Temos que ser criança pra sonhar, adolescente pra arriscar, adulto pra colocar os pés no chão e maduros o suficiente pra dosar tudo isso. (Andreza Filizzola).

oxe, oxe, oxe.: Deixo aqui duas belas recordações da infância de muitas pessoas que certamente vão voltar a ser criança logo nos primeiros acordes. Eu, sinceramente sempre me emociono muito.

                                Balão Mágico - Superfantástico (1983)

                                                

Trem da alegria - uni duni tê ( especial fevers 1985 ).